Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/12/2020
A glamourização do cigarro pelo cinema na segunda metade do século XXI foi fundamental para o agravamento do tabagismo no Brasil e no mundo. Diante desse cenário, o governo criou campanhas que diminuíram consideravelmente o índice de fumantes. Porém, com o advento dos cigarros eletrônicos e de outros elementos como o narguilé entre os jovens, principalmente, esses números voltaram a crescer. Por isso, levanta-se a questão de como combater esse problema, visto que as consequências são muitas, dentre as quais: prejuízo aos cofres públicos, além da queda na qualidade de vida do usuário.
Primeiramente, evidencia-se que o tabagismo gera prejuízo econômico, haja vista a grande quantidade de doenças crônicas que acarreta aos fumantes e aos ditos fumantes passivos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as substâncias tóxicas encontradas no cigarro, como o alcatrão, por exemplo, são responsáveis por doenças respiratórias, cardíacas e também pelo aparecimento de determinados tipos de câncer. Dessa forma, num país como o Brasil, que se encontra em crise financeira, o custo adicional de tratamentos de enfermidades relacionadas ao uso de tabaco corrobora para a instabilidade do serviço público de saúde.
Além disso, a nicotina presente em muitos cigarros é altamente viciante, o que causa a perda da qualidade de vida, visto que o usuário passa a ser refém do tabaco e de seus efeitos. Para o filósofo existencialista Jean Paul Sartre, “o ser humano é condenado a ser livre”, e ao fazer isso é responsável por seus atos. Porém, o indivíduo tabagista, muitas vezes não consegue ter a escolha de não fumar, pois o vício é dominante na sua vida. Destarte, esse ciclo de dependência provoca um sofrimento psicológico muito grande na pessoa e, por isso, é necessário que medidas para combater esse problema sejam tomadas.
Portanto, considerando os vários problemas advindos do tabagismo, é urgente a intervenção para que se amenize esse impasse. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com as empresas de redes sociais, como Facebook e Instagram, lance uma campanha de conscientização acerca dos males decorrentes do uso de cigarro. Tal campanha deve ser promovida por meio de vídeos e posts, com a participação de profissionais da saúde, no intuito de conscientizar a população, em especial a juventude, de que o prazer momentâneo do uso dessa substância, não vale o sofrimento que o vício proporciona.