Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/12/2020
No período colonial, após a chegada dos europeus, a produção e a exportação do tabaco aumentou significativamente e passou a ser uma das principais rendas econômicas da metrópole. Nessa fase, consequentemente, houve a disseminação da prática do uso desse produto no Brasil e isso se tornou um hábito. Entretanto, hoje, o vício do tabagismo é visto como um problema de saúde pública, que provoca uma série de doenças e é considerado uma droga contemporânea. Nesse sentido, para que hajam mudanças é fundamental discorrer sobre a má influência midiática e a negligência estatal que contribuem para o aumento do número de fumantes e para uma baixa qualidade de vida dos mesmos.
Nesse contexto, deve-se destacar a persuasão negativa da mídia sobre a população mais jovem. Em um dos episódios da série “Todo mundo odeia o Chris”, o protagonista adolescente usa um cigarro atrás da orelha para se sentir “na moda” ou “descolado. Sendo assim, é pregado em todos os meios de comunicação a glamourização e a impressão de liberdade e coragem que o cigarro traz. Por isso, por influência ou por uma tentativa de socialização, jovens têm entrado cada vez mais cedo no “mundo da nicotina”, o que aumenta o risco de dependência química. Todavia, mesmo diante de uma das gêneses desse problema, há a ausência de abordagem e enfrentamento, o que contribui para o aumento de vítimas de câncer de pulmão, que é o que mais mata no mundo.
Ademais, outro condutor dessa mazela é a frágil atuação estatal, que não apresenta medidas eficazes de prevenção e combate. De acordo com o filósofo Rousseau, em sua obra “Contrato Social”, o Estado tem o dever de garantir a saúde da população. Contudo, a prática é totalmente distinta da teoria. Com isso, em 2011, foi criada a Lei Antifumo nº 12546 que impede a prática do fumo em locais fechados ou parcialmente fechados, como forma de proteção aos chamados “fumantes passivos”, que são vítimas dos mesmos malefícios das substância que o ativo. No entanto, essa norma não é respeitada, pois há ausência de fiscalização e de punição aos infratores. Além disso, não há palestras de alerta nas escolas e nem investimento em recuperação dos dependentes. Insalubridade.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o consumo do tabagismo. Para isso, os meios midiáticos devem produzir filmes, novelas e séries informacionais que mostrem a triste realidade de um dependente químico e a difícil recuperação, a fim de que sirva de alerta para jovens que possam vir a pensar que o cigarro tem algum benefício. Por sua vez, o Estado deve trabalhar a fiscalização e a punição com a lei já existente, além de investir em projetos sociais nas escolas, como rodas de conversas e em programas assistenciais de recuperação aos dependentes, para que haja prevenção e combate e os números de consumidores de tabaco no país venha diminuir.