Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/12/2020
No livro “Utopia”, de Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é ausente de conflitos. Conquanto, observa-se, hodiernamente, o oposto dito pelo autor, pois a problemática do tabagismo é um dos entraves que colaboram à falta de uma população utópica. Tal circunstância pode ser explicada pelo agravamento do uso do cigarro, visto que o índice de usuários está cada dia mais elevado, e também pelo aumento de doenças causadas por esse transtorno. Nesse sentido, é imprescindível averiguar esse embate e sugerir medidas que as alterem.
Em primeira instância, vale ressaltar que diversos fatores cooperam para o avanço do tabaco como, por exemplo, a campanha “Cowboy”, criada em 1955, pela empresa Malboro com o intento de convencer o público a fazer uso do cigarro. Concomitante a isso, é sabido que, nos anos passados, o hábito do tabagismo presente em filmes era símbolo de riqueza e status social, uma vez que os personagens que fumavam eram somente os ricos. Entretanto, os prejuízos intrínsecos à saúde são notórios, como doenças respiratórias e pulmonares que podem levar à óbito.
Ademais, além de afetar a saúde dos dependentes, as pessoas não fumantes também são atingidas pela fumaça tóxica do tabagismo. Em conformidade com o site FreeMind, todo ano morrem 900 mil fumantes passivos, ou seja, que não fazem uso do cigarro, porém convivem com frequência com os usuários em ambientes fechados, sofrendo assim exposição dos componentes tóxicos e cancerígenos existentes na fumaça do cigarro, que é praticamente semelhante à inalada pelos fumantes ativos.
Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade de mudanças em imediato na sociedade atual. Logo, é fulcral que o governo proíba todas as propagandas criadas com intenção de persuadir o público, afim de cessar o uso do tabaco. Outrossim, urge ao Ministério da Saúde criar palestras nas escolas mostrando como o cigarro afeta e destrói o sistema respiratório e o cérebro do ser humano, com a colaboração de médicos profissionais e especialistas nesse assunto, para que haja conscientização populacional.