Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/12/2020
“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é refém das consequências”. Essa frase do escritor Pablo Neruda torna-se muito pertinente quando se trata do tabagismo no século XXI, problema que gera consequência sociais e econômicas no Brasil, uma vez que não só a característica viciante do tabaco, mas também a a falta de debate se apresentam como agentes perpetuadores desse entrave. Por isso, medidas são necessárias para reverter este quadro.
Em primeira análise, é fundamental ressaltar que o tabaco apresenta mais de 500 substâncias nocivas à saúde, os quais podem ocasionar problemas irreversíveis ao usuário, como hipertensão, aumento do risco de câncer e diminuição da expectativa de vida. Além disso, de acordo com o Médico Dráuzio Varella, existe uma predisposição genética para o vício presente na maioria dos brasileiros, pois, o córtex pré-frontal de 65% da população do Brasil é duas vezes mais sensível às sensações ocasionadas pelo tabaco em relação ao resto do mundo, o que, muitas vezes, gera uma espécie de mecanismo de compensação, no qual o uso dessas substâncias tende à aumentar com o passar do tempo, o qual tem por consequência o agravamento da saúde do usuário. Dessa forma, é fundamental que haja meios para que a saúde pública possa ser preservada.
Ademais, é importante ressaltar que, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista “VEJA” as campanhas de combate ao tabagismo diminuíram nos últimos 5 anos, possibilitando o crescimento do número de usuários. Além disso, segundo o site da Folha de São Paulo, os problemas ocasionados pelo tabagismo não se limitam apenas à uma questão de saúde pública, mas também de ordem econômica, pois as consequências geradas pelo tabaco afetam diretamente a economia do Brasil, uma vez que o governo gasta milhões de reais no tratamento de doenças gerados pelo tabaco, dinheiro que poderia ser destinado para outros setores se não houvesse a necessidade de se combater tais doenças. Dessa maneira, é importante promover campanhas para o combate da pratica do tabagismo.
Sendo assim, entende-se que é primordial que o governo brasileiro crie meios para proporcionar o combate aos malefícios do tabagismo, por meio da criação de uma lei que obrigue a redução da quantidade de substâncias tóxicas presentes no cigarro e de um programa de ajuda gratuita aos usuários que desejam abonar o consumo, por intermédio do acompanhamento profissional especializado. De maneira análoga, urge que a mídia, em parceria com a escola, possa promover o debate à cerca da importância desse tema, por meio de campanhas na televisão e na internet que levem as informações de forma clara e acessível , bem como com debates em âmbito escolar e público, para que os brasileiros , como defendido por Neruda, não se tornem refém de más escolhas.