Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/12/2020
No limiar do século XIX, para manter a lucratividade do comércio britânico, os ingleses costumavam comercializar ilegalmente o ópio para a China e, muitas vezes, forçavam o seu consumo, provocando dependência química na população asiática. Paralelamente, é notório que o momento histórico apresentado pode ser relacionado com a contemporaneidade, visto que a prática da venda do tabaco para a utilização pode causar sérios problemas. Nessa perspectiva, tal problemática está associada à política de saúde ineficaz e a influência da mídia sobre o tabagismo.
Primeiramente, é relevante abordar que as políticas ineficazes corroboram para o problema. Dessa maneira, de acordo com a agenda 2030, uma coleção de metas criadas pela Assembleia das Nações Unidas, tem como uma das medidas, o alcance da saúde e do bem-estar social. No entanto, o que se observa é o oposto do que a agenda propõe, uma vez que o tabaco contém mais de 4000 substâncias tóxicas, segundo o blog “Sesifarmácia” e, mesmo assim, é vendido nas prateleiras dos comércios. Nesse sentido, é evidente que os programas que garantem a saúde da sociedade são ineficazes para conter o tabagismo.
Por outro lado, consoante aos sociólogos da Escola de Frankfurt, o entretenimento moderno está ligado aos interesses financeiros, consolidando a “Indústria Cultural” capaz de corromper com a identidade social e moral dos indivíduos. Desse modo, a máxima aplica-se à mídia, visto que esse ambiente apresenta grande influência à sociedade. Porquanto, “glamourização” do uso do tabaco, por meio de filmes, séries e redes sociais abrange grande parcela social, crescendo o mercado produtor e consumidor. Assim, a mídia corrobora para a crescente proliferação desse vício visando o lucro. Logo, urge a necessidade de mitigar a problemática.
Portanto, é necessário diminuir a controversa. Para tanto, é fundamental que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nessa lógica, é imperativo que os agentes de saúde, por meio de verbas governamentais, criem programas preventivos para intervir nas pessoas pré-dispostas ou que já são dependentes ao uso do cigarro, buscando desenvolver a conscientização dos problemas para a saúde. Além disso, desenvolver valores que correspondem a uma vida saudável Assim, a médio e longo prazo, será possível proteger o futuro de toda a população e evitar desastres que aconteceram com os chineses no século XX.