Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/12/2020
O Tabagismo como problema de saúde pública
Em 1955 a indústria tabagista lançava a sua principal campanha midiática para estimular o consumo: O “Cowboy” da Malboro. A empresa destinava o seu foco ao público feminino e aos adolescentes da época, reconfigurando a imagem do cigarro em poder, sensualidade e liberdade. O hábito de fumar demonstra claramente o quanto o tabagismo representa um problema de saúde pública no século XXI.
Segundo a linha de raciocínio do Filósofo Schopenhauer referente aos limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento sobre o mundo, podemos perceber que acesso precário à educação e á informação tendem a alienar a população em sua própria realidade, tornando-os ignorantes a respeito dos riscos à saúde que o tabagismo representa. O Instituto Nacional do Câncer afirma que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano e causa diversos tipos de problemas crônicos de saúde como: câncer, tuberculose e fibrose.
Ademais, é necessário ressaltar que a omissão de debates e campanhas de consciencialização a respeito do consumo de tabaco, agravam o problema em questão. A OMS aponta que atualmente o mundo tem cerca de 40 milhões de novos jovens fumantes com idades entre 13 e 15 anos de idade, resultado de uma má gestão e fácil acesso aos cigarros para menores.
Infere-se, portanto, que a principal forma de combater o tabagismo é fazer com que a discussão sobre o tema se torne visível, audível e acessível a todos. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, responsável por todas as políticas de saúde pública no Brasil, em parceria com o Ministério da Educação, realizar palestras nas escolas, por meio de médicos e especialistas, a fim de informar e conscientizar a população, desde jovem, sobre os riscos e malefícios do fumo. Faz-se necessário, também, que órgãos como a Polícia Militar realize fiscalizações em sites e lojas onde o acesso é facilitado, fazendo-se valer das leis vigentes.