Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/12/2020
A revolução industrial, deu início ao avanço industrial, e com isso possibilitou o crescente avanço das empresas de cigarro. Ademais, com o marketing feito pelos cinemas do século XX, retratando o ato de fumar como algo glamouroso, o fumo tornou-se cada vez mais corriqueiro na sociedade. Entretanto, mesmo após a comprovação dos seus malefícios, o tabagismo, prossegue sendo comum no século XXI. Nesse contexto, deve-se analisar a inércia sociopolítica com um dos impulsionadores dessa problemática, além de suas consequência, como os danos à saúde.
Primordialmente, vale pontuar que o tabagismo, deriva da inércia sociopolítica, no que se refere à criação de meios que reduza tal recorrência. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Visto que, apesar da existência de uma lei que proíbe propagandas publicitárias sobre o cigarro e da lei antifumo, até então não existe uma norma específica para conter ou, até mesmo, impedir a comercialização de cigarros e nessa perspectiva, favorecendo o aumento do número de fumantes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar os danos à saúde como consequência do problema. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o tabagismo constitui fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como o câncer de pulmão e o câncer de pâncreas. Além disso, também é responsável pelo enfisema pulmonar, condição médica irreversível, que consiste na destruição dos alvéolos pulmonares,o que torna a respiração mais difícil. Nesse sentido, é inegável os malefícios causados por esse degradante hábito.
Dessa forma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o tabagismo, necessita-se, que o Governo Federal, como instância máxima de poder, junto com o setor Legislativo, crie normas específicas para proibição da comercialização de tabaco, bem como a aplicação de multas e sanções para aqueles que continuarem a vender para adultos e adolescentes. Ademais, urge a instituições midiáticas, informar a população, por meio da realização de propagandas , a fim de abordar os danos à saúde causados pelo fumo e a dependência da nicotina no organismo de quem o consome. Dessa maneira, se esperar atenuar, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do tabagismo, assim revertendo tal problemática.