Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 01/12/2020
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo vivo, em que cada célula, o indivíduo, trabalha coletivamente para um bom funcionamento dos órgãos, que são as instituições. Por analogia, uma má ação de uma célula qualquer afetará todo o órgão, e é isto que vem se comprovando nas últimos anos com o uso exacerbado de tabaco. Além do aumento de casos de mortes, crises de saúde, o ato de acender um “cigarrinho” tem causado perturbações à saúde pública, crescendo os gastos nos centros médicos para atender os pacientes. Sendo assim, esse é um problema contemporâneo que contradiz na mesma tela o uso descriminado da droga e o altos valores gastos por consequências do uso dela.
Em primeiro lugar, é necessário validar que durante muito tempo fumar foi símbolo de luxo, poder e status. Por conseguinte, ao longo do século XX muitas propagandas em rádios, televisões e jornais incentivando acercar do uso do tabaco era comum, crescendo cada vez mais o número de fumantes. Ainda que uso da droga tenha diminuído na última década, cerca de 30% entre 2006 e 2019, estudos feitos pela Vigitel - sistema do Ministério da Saúde - aponta que 10% da população brasileira ainda fumam, representando 22 milhões de usuários, entre eles estima que 100 mil sejam adolescentes. Dessa forma, é indubitável que o tabaco ainda é muito consumido.
Outrossim, o grande público de fumante ocasiona os altos gastos em saúde, seja de forma direta, consumindo o produto, ou indireta, como o fumo passivo por inalação da fumaça. Além dos gastos com o próprio fumante, para compra de tabaco ou tratamentos de saúde, pessoas expostas a inalarem a emanação de cigarros, por exemplo, também precisão de atendimento médico. Visto isso, o tabaco tem matado mais de sete milhões de pessoas por ano, naturalmente subindo os gastos médicos em mais de 57 bilhões de reais anual, de acordo com a INCA - Instituição Nacional de Câncer -. Dado ao exposto, é claro que muito se perde com o uso inapropriado do fumo.
Em suma, surge uma necessidade para que medidas sejam tomadas a fim de conter o tabagismo nos dias de hoje. Logo, o Ministério da Saúde deve criar meios de diminuir a acessibilidade aos cigarros e outros tipos de fumo, aumentando seu preço e tornando menor seus pontos de comercialização com intuito de decrescer o número de usuários. Desarte, devem criar também publicidades para conscientizar a sociedade sobre o uso da droga e seus malefícios principalmente nas escolas onde é mais eficaz. À vista disso, seguindo as ideias apresentadas, talvez, se torne possível os indivíduos viverem em harmonia tem afetar a sociedade.