Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/12/2020

No século XX, a indústria tabagista faturou milhões com a ajuda de mídias televisivas nas quais com propagandas fizeram glamoroso e implantaram a ideia de que fumar era elegante, positivo. Entretanto, na era vinte e um, por mais que a ideologia da elegância tenha mudado e os efeitos negativos de fumar sido expostos, o tabagismo ainda está muito presente na sociedade e causa dilemas e consequências atualmente. Com isso, é evidente a necessidade de parceria entre governo e sociedade para amortização da referida problemática.

A priori, diante da inconsistência das relações, como afirmou Zygmunt Bauman, o ser humano tem se tornado mais ansioso e individualista. Como forma de escapar das pressões do dia a dia, principalmente no meio laboral, ou por influência passada pela mídia o homem moderno faz o uso cada vez mais frequente do cigarro. Nesse contexto, o tabagismo no século XXI, por ser um problema que está fortemente ligado à busca de prazer, satisfação e glamour e por vezes sendo utilizado para alivio do estresse, se faz cada vez mais presente nos Brasil hodierno. Além disso, a universidade de Montreal afirma ser o estresse a causa de 2% de jovens consumir tabaco.

A posteriori, é relevante incentivar formas alternativas de lazer, com intuito de retirar do cigarro a busca pelo desestresse. O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável no mundo, o responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema (doença crônica que compromete a capacidade respiratória) 25% das mortes por derrame cerebral. A nicotina substância presente é uma droga que gera extrema dependência, estima-se que um terço da população mundial adulta seja fumante, dentre eles aproximadamente 47% masculina e 12% feminina.

Portanto é mister, para desconstruir esse panorama é imperativo que o Estado aliado a ONG’s, promulgue tratamento do vício com psicólogos e campanhas que incentive os cidadãos fumantes a trocar o gozo proporcionado pelo cigarro por parques, praias e exercícios ao ar livre, afim de incitar a hábitos prazerosos saudáveis aos cidadãos e reduzir os efeitos negativos do tabaco; concomitantemente, a Organização Mundial da Saúde deve incrementar esforços e reunir-se principalmente com países em desenvolvimento através de convenções de controle do tabaco como a de 2005, com intuito de retificar a limitação do comércio de indústrias tabagistas, impondo a estas impor em seus rótulos problemas sociais causados pelo uso do cigarro. Pois, com essas medidas será mais fácil combater o tabagismo, os problemas e consequências no século XXI.