Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/11/2020

“Defina-se como tabagismo o ato de se consumir cigarros ou outros produtos que contenham tabaco, cuja droga ou princípio ativo é a nicotina.” A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatido. Esse cenário antagônico é fruto tanto do malefício causado à saúde humana, quanto do aumento de consumo entre jovens.

Em primeiro plano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado. Diante dessa perspectiva, além de inúmeras mortes, também há o agravamento de doenças como câncer de pulmão, bronquite crônica, osteoporose, catarata, hipertensão arterial, entre outras.

Em segundo plano, faz-se mister salientar, ainda, o uso continuo de tabagismo pelos jovens como impulsionador do aumento do índice de mortes. Nesse sentido, de acordo com dados da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETAb) conduzida pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, 58,3% dos fumantes e ex-fumantes diários de 20 a 34 anos iniciaram o hábito com idades entre 15 e 19 anos, e 19,6% começaram a fumar diariamente com menos de 15 anos.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Saúde promover campanhas de conscientização acerca das consequências do tabagismo, em escolas, hospitais e programas midiáticos. Além disso, cabe à família dar apoio e alertar sobre os riscos de tal circunstância, assegurando a diminuição do uso.