Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo leva à óbito milhões de pessoas anualmente. Logo, esse cenário antagônico é fruto da falta de políticas públicas que informem à população sobre os malefícios do fumo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de salvar vidas e alcançar a Utopia de More.
Precipuamente, é imperativo ressaltar que o falecimento de, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito milhões de pessoas por ano em decorrência do uso de tabaco deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, de acordo com Thomas Hobbes, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, no entanto, isso não ocorre. Sob essa ótica, devido á falta de atuação das autoridades a perpetuação desse quadro deletério não é interrompida. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é fulcral pontuar que o desconhecimento dos indivíduos sobre os efeitos prejudiciais do cigarro à saúde dos usuários promove o problema. Partindo desse pressuposto, de acordo com Global Adult Tabacco Survey, apenas 26,6% dos adultos chineses sabiam que o tabagismo causa câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e acidente vascular encefálico. Dessa maneira, considerando-se que isso é um problema internacional, é evidente que, para diminuir o uso do cigarro, é necessário implantar na população o conhecimento sobre os males causados por ele à saúde dos usuários.
Portanto, com o intuito de mitigar o número de óbitos em decorrência do tabagismo, necessita-se, urgentemente, que os países direcionem capital, o qual, por intermédio das prefeituras municipais, será revertido na criação de projetos de conscientização sobre o efeito prejudicial do tabaco. Para isso, será contratado médicos e enfermeiros especializados no assunto, eles deverão demostrar à população pesquisas e casos clínicos de patologias ocasionadas pelo fumo, por meio de visitas domiciliares. Ademais, eles ajudarão as pessoas já fumantes a livrar-se desse perigoso vício, por meio de medicamentos. Destarte, o número de falecimentos diminuirá e a coletividade alcançará a Utopia de More.