Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/11/2020

No início do século XX, o tabagismo era sinônimo de ser descolado e de riqueza, principalmente para quem possuía alto poder aquisitivo e pertencia a alta classe econômica. Entretanto, nos dias atuais, o consumo de cigarros e outros produtos feitos a base de tabaco se tornou um grande problema a ser resolvido, isto porque podem causar diversos problemas para a sociedade e afetar a qualidade de vida dos consumidores. Dessa maneira, dois aspectos fazem-se relevantes: os riscos que o consumo de tabaco traz á saúde e como o tabagismo afeta a economia.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), de todos os casos novos de câncer, 13% são de pulmão. Tal fato retrata a realidade do consumo de tabagismo no Brasil, que representa 25% da população total brasileira e causa a morte de cerca de 10 mil pessoas por dia. Com 4.700 substâncias tóxicas presentes no cigarro, fumar pode causar diversos problemas de saúde, como câncer de estômago, doença coronariana, problemas de cognição e redução da fertilidade em mulheres, sendo muitos dos casos irreversíveis. Nota-se que cigarro é uma ameaça à toda população, pois a fumaça liberada no ato é prejudicial também aos não fumantes, que inalam a fumaça involuntariamente.

Outrossim, observa-se que o tabagismo traz prejuízos econômicos ao país. Segundo pesquisas, a arrecadação com a venda de cigarros geraram um ganho de R$6,3 bilhões de reais em 2018, contudo, os problemas de saúde desenvolvidos por fumantes ocasionaram um gasto de R$21 bilhões de reais aos cofres púbicos, prejuízo avaliado em R$14,7 bilhões de reais. Ademais, aponta-se que o consumo de cigarros também afeta a renda familiar da população de baixa renda, já que cerca de 10% dos ganhos seriam direcionados ao consumo de produtos de tabaco, o que significa menos dinheiro para educação, alimentação e saúde. Sendo assim, medidas fazem-se necessárias para resolução da problemática.

Diante dos argumentos supracitados, constata-se que o tabagismo afeta diretamente a saúde e a qualidade de vida da população. Desse modo, faz-se necessário que o Estado aumente os impostos, a fim de aumentar o preço dos produtos feitos de tabaco e diminuir o consumo, e fiscalize o contrabando no país, para que se evite a entrada ilegal e mais barata em território nacional. Além disso, escolas e postos de saúde também devem cumprir caráter informativo para combater o consumo de cigarros no país, criando palestras e campanhas para conscientizar os jovens sobre os riscos de fumar e para que pessoas fumantes se alertem sobre a necessidade de procurar ajuda médica e especializada, com o objetivo de evitar o surgimento de doenças graves.