Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/11/2020
Símbolo de poder econômico e influência social, o fumo era tendência no Brasil Colônia. Com o passar dos anos, deixou de ter um significado político e se tornou um hábito para muitas pessoas que se viram viciadas em nicotina. Além dos problemas de saúde que o próprio fumante adquire com o tempo, as pessoas que convivem no mesmo ambiente também são afetadas negativamente pela fumaça expelida pelo cigarro. Compreende-se assim que o cigarro fere o direito à saúde que todo cidadão brasileiro tem assegurado pela Constituição de 1988.
Inicialmente, nas décadas de 50 e 60, o ato de fumar foi muito incentivado pela mídia que, através de propagandas e filmes, mostrava pessoas lindas e felizes recorrendo ao cigarro. Entretanto, a realidade estava bem longe de ser tão bonita quanto a representada na televisão. Muitos problemas de saúde são associados às grandes quantidades de tóxicos que vão se acumulando no corpo da pessoa que, por muito tempo, fuma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabagismo está associado à mais de 50 doenças, por exemplo, vários tipos de câncer, principalmente de pulmão; doenças respiratórias, infertilidade, impotência sexual, osteoporose, dentes estragados e muitas outras complicações. Devido a tais complicações, o tabagismo ceifa a vida de cerca de 150 mil brasileiros por ano, segundo dados do Inca.
Em segunda instância, os danos não afetam somente quem sofre com o vício. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de dois terços (2/3) da fumaça gerada pela queima vai para o ambiente. Dessa forma, constitui-se o fumo passivo, onde outras pessoas compartilham o mesmo espaço que um fumante ativo. Por fim, tais pessoas acabam inalando os narcóticos expelidos no ar e desenvolvem problemas de saúde devido aos maus hábitos de terceiros. Um fato importante sobre o fumo passivo é que ele é a terceira maior causa de morte inevitável no mundo, segundo a OMS.
De modo a minimizar o número de pessoas afetadas pelos males que o cigarro causa, fica mais do que evidente que ações devem ser tomadas. O Ministério da Saúde deve, não apenas incentivar que os fumantes larguem o fumo, mas sim promover uma troca do prazer gerado pela nicotina por outro prazer não prejudicial à saúde. Com isso, os cidadãos brasileiros que são tabagistas serão aconselhados a largar o hábito ruim e receberão ajuda prática para lutar contra a vontade de voltar a fumar. Dessa forma o número de mortes e doenças causadas pelo cigarro diminuirão, sejam elas de forma ativa ou passiva.