Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/12/2020
Tabagismo e Cultura: Como agir?
A cultura do tabagismo no mundo apresenta um cenário de alarde: após ser introduzida e disseminada por filmes, comerciais e demais canais midiáticos, o uso do cigarro se tornou a causa de 80% das mortes em casos de câncer de pulmão. Além deste problema, também trouxe como consequência o alto número de dependentes da droga, situação que prejudica o desenvolvimento pessoal e profissional destes indivíduos, ao passo que centralizam suas vidas em torno dessa substância, a qual, segundo a Campanha Crianças Livres do Tabaco (CTFK) é considerada a mais viciante dentre os entorpecentes.
Nesse cenário, é a maneira como a droga funciona, que coloca o tabaco no topo da lista dos entorpecentes mais propensos ao vício. Segundo a CTFK, esse contém a nicotina, que, após ser inalada por meio do cigarro ou outros (charuto, cachimbo), demora somente 19 segundos para liberar a dopamina, substância que gera sensação de felicidade. Desse modo, o usuário possui picos de alegria, que, ao diminuírem rapidamente, o levam a consumir mais a droga, fator que a torna facilmente viciante, e complica seu combate.
Em aditivo, os danos do uso do tabaco se estendem aos gastos gerados por ele. Usando o Brasil como exemplo, somente em um ano, as mortes ligadas a entorpecentes custam 21 bilhões aos cofres públicos, valor correspondente a 30% dos recursos do SUS (Sistema Único de Saúde), segundo dados de infográfico disponibilizado em matéria da Revista Galileu.
Porém, é importante observar que mesmo com altos danos, o Brasil ainda se encontra como um dos melhores países no combate ao tabaco, pois, segundo o sétimo relatório da OMS (organização mundial da saúde), sobre a Epidemia Mundial do Tabaco, o país apresentou ações governamentais de sucesso no combate ao consumo da droga. Por esse motivo, fica evidente a fatalidade do tabagismo, uma vez que seus danos são imensos até mesmo em um país bem avaliado na OMS.
Em suma, tendo em conta os danos causados pelo entorpecente, cabe aos líderes de países afetados, em conjunto com a OMS, trabalharem para seguir à risca as medidas impostas, e além disso, por meio de canais midiáticos, devem ser impostas medidas preventivas associadas à filmes ou propagandas que contenham o tabaco, isto é, mensagens exibidas junto a tais conteúdos, que contenham avisos a respeito dos riscos do uso do cigarro, e em prol da saúde dos telespectadores, os informe sobre as consequências do vício. Dessa maneira, com tais medidas colocadas em prática, é possível assegurar a prevenção ao tabagismo.