Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/11/2020
A Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil estabelece, em seu artigo 196, o direito à saúde para todos os indivíduos e a garantia, mediante a políticas sociais e econômicas, da redução dos riscos de doença e outros agravos. Entretanto, o tabagismo é um problema frequente enfrentado pela população e que causa mais de 50 doenças diferentes, além de diminuir defesas do organismo, segundo a Fundação Oswaldo Cruz. Portanto, para um debate produtivo acerca do tema, vale examinar a questão da influência a qual os adolescentes estão expostos e a dependência que o uso acarreta.
Em primeira instância, cabe ressaltar a valorização do fumo. Sendo assim, desde os anos 1920, os filmes reconheceram o cigarro como um apetrecho que transpassava uma identidade adulta e dessa maneira, acabou por se tornar uma maneira de autoafirmação entre os jovens. Contudo, se tornou um hábito frequente e a principal causa de morte evitável, segundo a Organização Mundial da Saúde. De maneira análoga, o teórico polonês Zygmunt Bauman propôs a ideia de Instituições Zumbi, nas quais há um enfraquecimento nas instituições formadoras de bases e valores, correspondendo a falha do corpo social desde a Revolução Industrial ao considerar o tabaco como um produto socialmente aceito. Dessa forma, adolescentes tornaram-se consumidores assíduos do produto em seus grupos sociais.
Ademais, é preciso analisar os prejuízos advindos do consumo de tabaco. Logo, por ser de fácil acesso para sociedade, já é considerado uma epidemia generalizada pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, devido a componentes como a nicotina, o vício se torna parte do cotidiano e acarreta doenças como, por exemplo, o câncer. Concomitante a isso, o sociólogo alemão Max Weber expõe sua teoria da ação social tradicional, na qual o agir é baseado no costume, ou seja, procede pelo hábito sem o apoio da razão. Assim, pela dependência, o ser humano não consegue abandonar o uso frequente, o que traz consequências como enfermidades para aqueles que consomem diretamente e para os que estão ao seu redor e fazem, mesmo sem querer, o uso passivo da droga.
Em suma, para resolver a problemática da influência e da necessidade para com o produto, medidas são necessárias. Então, primeiramente, cabe as escolas, juntamente com as famílias, a criação de grupos de apoio com profissionais especializados para debates sobre as dificuldades e sugestões que recebem na adolescência para o uso de substâncias legais e ilegais, a fim de conscientizar esses indivíduos. Outrossim, o Ministério da Saúde deve realizar parceria com os hospitais para promover campanhas, incentivos e palestras, além da criação de casas experientes aos prejuízos advindos do cigarro e que fazem a distribuição, por exemplo, de gomas de mascar com nicotina para ajudar com a abstinência. A tomada dessas medidas deverá atenuar o problema e fará cumprir a Carta Magna.