Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/11/2020

O tabaco é uma planta original da América do Sul, encontrada na Cordilheira dos Andes acabou chegando ao Brasil pelas migrações dos povos nativos, que acreditavam que essa planta obtinham propriedades medicinais. Atualmente, o tabaco é o principal responsável pelo aumento de inúmeras doenças; entre elas, o câncer no pulmão; além de causar desequilíbrio na economia do país.

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 85% dos casos diagnosticados são sobre câncer de pulmão, que está associado ao consumo de derivados de tabaco como, cigarros, charutos, fumo para cachimbo, entre outros. Sendo assim, o cigarro é o fator de maior risco para o desenvolvimento do câncer no pulmão. A taxa de mortalidade de 2011 para 2015 diminuiu 3,8% e 2,3% ao ano em homens e mulheres, devido à redução na prevalência do tabagismo.

Além disso, a dependência do tabagismo é causada, devido à presença da nicotina, uma substância psicoativa encontrada no tabaco e também em seus derivados, que causa sensação de bem estar e prazer no usuário. A Organização Mundial de Saúde informa que, após a primeira tragada demora-se em torno de 6 a 10 segundos para que a nicotina entre na corrente sanguínea e chegue então, ao cérebro liberando adrenalina, assim causando dependência desde seu primeiro uso. No entanto, com o aumento de doenças, em virtude do uso ciente do tabaco, a economia do país é atingida, pois tais tratamentos normalmente providenciados pelo Sistema Único de Saúde acabam afetando os cofres públicos.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde elaborar projetos que visem à reabilitação daqueles que desejam, além de orientar e alertar a população, sobretudo os jovens sobre os riscos que o tabagismo pode trazer para saúde, deve-se também fiscalizar se os produtos estão contendo todas as informações necessárias, como, avisos sobre possível desenvolvimento de câncer e outras doenças. Com isso, pode-se obter um recuo nos números de fumantes e, por conseguinte diminuir os gastos com saúde publica.