Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/11/2020

De acordo com o filósofo francês Sartre, “o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher como seu modo de agir”. Desse modo, quando observamos os problemas e consequências negativas do uso do cigarro, perceemos que escolhas errôneas são tomadas em determinados setores, o que contribui para a persistência desse imbróglio. Nesse contexto, sobressaem-se dois agravantes: o aumento de doenças causadas por esse hábito e os gastos enormes para sustentar o sistema de saúde com vítimas do tabagismo.

Em primeira análise, um entrave é a mentalidade retrógrada de grande parte da população, que age como se o hábito de fumar nao causasse problemas de saúde tanto a quem fuma - fumante ativo -, como a quem divide o mesmo espaço sem fumar - fumante passivo. De fato, tal atitude se relaciona ao pensamento do filósofo alemão Goethe: “não há nada mais perigoso que a ignorância em ação”. Um exemplo disso é a pesquisa apresentada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), a qual mostrou que o ato de fumar aumenta as chances de aparecer tumores na boca, na garganta e no pulmão, como outros efeitos danosos. Logo, é notório que o consumo de cigarros diariamente é causa de problemas de saúde.

Ademais, outro desafio a enfrentar é a inobservância estatal, uma vez que o Governo nem sempre aprova políticas públicas que inibam ou proíbam a venda de maços no país. Desse modo, as pessoas continuarão a adoecer e a onerar o sistema de saúde, posto que o tratamento de cânceres com radioterapia ou quimioterapia são longos e caros. Assim, despesas são geradas para o contribuinte, o qual não vê retorno positivo dos seus impostos.

Entende-se, diante do exposto, que para mitigar os efeitos do tabagismo é irrefutável que mudanças devem ocorrer. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve, por meio de um projeto de lei, criar um programa de controle e de fiscalização da produção e da importação do cigarro, bem como o Ministério da Fazenda deve impor maior taxação do produto, a fim de impedir o contrabando de tabaco, como também desestimular a compra. Sendo assim as pessoas adoecerão menos e consequentemente o Governo gastará menos por causa do tabagismo.