Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 01/12/2020
“Fumar é um hábito repulsivo.” – conforme o pensamento expresso pelo rei inglês James I. Apesar do seu alerta acerca dos malefícios do tabaco, as populações contemporâneas ao seu reinado rejeitaram suas críticas, assim como as gerações posteriores. Nesse contexto, no século XX, o uso do tabaco foi associado à conquista, liberdade e ascensão de grupos oprimidos, tendo o seu consumo incentivado por meio de propagandas. A partir disso, o século XXI tem sido marcado pelas consequências na saúde pública devido ao grande consumo de cigarro. Logo, é de suma importância traçar políticas públicas no combate aos problemas acarretados pelo tabagismo.
Em primeira análise, de acordo com dados apresentados pelo Unicesumar, os brasileiros gastam mensalmente metade de um salário mínimo com o consumo de cigarros, enquanto investem apenas 6,2% de sua renda com frutas e hortaliças. Tal fato revela que, com a popularização – nos anos 1970 – do hábito de fumar nas camadas mais jovens, as famílias estruturadas por eles, no século XXI, passaram a gastar mais na manutenção diária no vício do cigarro do que com a alimentação básica de seus componentes. Dessa forma, evidencia-se que a dependência é uma grande vilã no combate ao tabagismo, uma vez que o viciado tem o cigarro como prioridade nos seus gastos mensais, trazendo consequências não somente para sua saúde, mas também para a economia familiar.
Outrossim, segundo uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registrou 23.762 mortes por câncer de pulmão associadas ao uso abusivo e contínuo do cigarro. Devido a isso, o Ministério da Saúde gasta anualmente R$ 59 bilhões no tratamento do câncer de pulmão. Isto posto, à luz de tais fatos, conclui-se que o vício alimentado diariamente através de publicidades e propagandas tem causado um grande prejuízo aos cofres públicos com gastos voltados para o tratamento de doenças pulmonares provocadas pelo tabagismo, além de fazer com que o Brasil lidere o ranking de países com mais doenças pelo cigarro. Dessa maneira, torna-se substancial o combate ao tabagismo devido a suas graves consequências.
Portanto, a fim de solucionar tais problemas, o Ministério da Saúde deve promover a cultura de desestruturação do tabagismo no Brasil, por meio não somente do uso de propagandas informativas na televisão – nos horários de pico de audiência – e nas redes sociais mostrando as consequências físicas na saúde de um viciado em cigarro, mas também através de palestras com pneumologistas e economistas nos postos de saúde, com o intuito de conscientizar a população acerca dos efeitos do cigarro no pulmão do fumante e na renda mensal das famílias. Desse modo, apesar da cultura tabagista do século XXI, os seus problemas e consequências serão combatidos com seriedade e eficiência.