Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/12/2020

Antes da população ser bombardeada pelas companhas antitabagistas, da década de 1940 até os anos 70, fumar era considerado glamoroso, principalmente, graças à indústria cinematográfica da época, que retratava o ato de fumar como algo poderoso e de bom status social. Porém, a partir da década de 80, as campanhas começaram a se tornar frequentes, isso como método de minimizar doenças causadas pelo cigarro. Consequentemente, no século XXI, as pessoas estão mais conscientes, mas não o bastante para decrescer o fumo e doenças como as cardíacas, pulmonares, cânceres e pressão alta. Nesse sentido, cabe-se avaliar que há causas sociais e históricas para a relação dos indivíduos com o fumo, e também há inúmeras consequências para a saúde da população.

Primeiramente, o simples ato de fumar se tornou moda devido a influencia de atores de Hollywood das décadas de 60 e 70, o qual demonstravam o ato como charmoso e de poder social. Analogamente, na atualidade, adolescentes e jovens começam a fumar para serem aceitos socialmente em grupos de amigos e festas, além disso, foram desenvolvidas outras formas de fumo como o cigarro eletrônico e a maconha, que são hoje, muito usados entre esses grupos de jovens. Não apenas a aceitação social é uma causa, como também o aumento da incidência de depressão, ansiedade e estresse, o que faz com que as pessoas comecem a fumar, beber e usar outras drogas como forma de relaxamento.

Ademais, as campanhas antitabagismo que ficam atrás dos maços de cigarro não possuem mais efeitos nos fumantes, apenas são colocadas para atender as exigências da Organização Mundial da Saúde. Por conseguinte, os brasileiros consomem, em média, um maço de cigarro por dia, segundo o G1 News, o que traz como dano o aumento das chances de se ter câncer em 40% e câncer de pulmão em até 60%, segundo pesquisa divulgada na CNN News. Não obstante, fumantes passivos, que são os indivíduos que não fumam, mas que convivem diariamente com fumantes, podem desenvolver problemas respiratórios em razão de aspirar a fumaça quente que possui mais de 4 mil substâncias químicas que prejudicam a saúde, segundo o G1 News. Por causa do fumo o Sistema Único de Saúde gasta bilhões de reais com tratamentos e transplantes para doenças cardíacas, pulmonares e pressão alta, que são causadas, em maioria, pelo tabaco presente no cigarro, isso segundo o jornal O Tempo.

Portanto, a fim de melhorar os problemas causados pelo tabaco, cabe ao Ministério da Educação - responsável pela difusão da educação pelo território nacional -, mediante sanções, incluir na grade curricular obrigatória aulas e palestras sobre os perigos do cigarro para a saúde, com profissionais da área da medicina. Outrossim, a família, por meio de conversas frequentes com adolescentes e jovens, devem mostrar e alertar os perigos do uso do cigarro normal, cigarro eletrônico e outras drogas.