Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 29/10/2020
O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica, causada pela dependência à nicotina, presente nos produtos à base de tabaco. Esse hábito, apesar de ser antigo, gera impasses e as consequências são expressas atualmente na saúde pública geral e, inclusive, na economia. Por isso, é indubitável a urgência para reduzir a taxa de fumantes.
Nesse contexto, primordialmente, o tabaco foi utilizado para fins medicinais na família real francesa de Medici, por meio de Jean Nicot, o qual incluiu a nicotina no cigarro, sendo a substância mais viciante e prejudicial. Desse modo, os distúrbios cardíacos e pulmonares são superiormente frequentes, bem como diversos tipos de câncer, infecções respiratórias e gastrointestinais e complicações em todo o organismo. Essas ocorrem não só nos usuários, mas também aumenta a probabilidade de doenças em todos que convivem, chamados de “fumantes passivos”, resultando em 1,2 milhões de mortes sem que o indivíduo seja usuário.
Ademais, com os problemas de saúde gerados, as consequências econômicas são significativas, pelo suporte necessário aos tratamentos na rede pública, ocasionados pelo uso do cigarro, tendo em vista que o giro monetário pela produção e venda do tabaco não preenche esse rombo. Contrariamente, a despesa diária com a droga acentua a desigualdade, considerando a falta de equilíbrio ao expender com o vício. Ao fim desse ciclo, o gasto com tratamentos e despesas médicas chegam a 56,9 bilhões de reais, em média, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).
Portanto, o Poder Executivo nacional deve promulgar uma lei voltada para o impedimento, tanto da produção, quanto do consumo da droga, redirecionando os recursos financeiros, utilizados anteriormente no tratamento de impasses advindos dessa prática, para o auxílio contra a dependência. Assim, os espaços e os funcionários das fábricas de produção do tabaco seriam utilizados para investir na indústria brasileira com outros produtos, suscitando efetivo desenvolvimento econômico, a fim de que haja a geração de empregos e de vida.