Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/10/2020

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao tabagismo no século XXI. Nesse contexto, a prática do fumo é um desafio no Brasil e persiste devido, não só à formação familiar, mas também à busca por prazeres instantâneos.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a composição da família na questão. De acordo com o sociólogo Falcott Persons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, o problema do tabagismo muitas vezes é passado de geração em geração, uma vez que em determinadas famílias os pais e tios também são vítimas desse problema e acabam servindo como modelo para os jovens mesmo que de forma inconsciente.

Vale ressaltar, também, que o uso de tabaco entre jovens no país evidencia a busca por contentamento momentâneo. De acordo com o Hedonismo , filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, à procura por prazeres instantâneos é justificada como o sentido da vida moral. No entanto, essa busca típica da idade juvenil, caracteriza-se como um agravador no combate ao tabagismo, atuando fortemente em sua base. Assim, por falta de um planejamento racional e menos imediatista por parte dos jovens, atrasa a resolução do problema.

É fundamental, portanto, a criação de uma ação que populariza o efeito que os antepassados têm, como uma semana de conteúdos nas escolas sobre a forma de pensar da sociedade atual, realizadas pelo MEC, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais a respeito da responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiências, dados estatísticas, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. Em suma, é preciso ter uma atitude no presente, pois, como constatou Anne Frank: “Que maravilha, é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo”.