Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 24/10/2020

Na série “Grey’s Anatomy”, os médicos frequentemente recebem pacientes com câncer de pulmão, insuficiência respiratória e doenças do gênero devido ao uso de cigarro, e mesmo na internação os pacientes tentam fumar escondido. Voltando-se à realidade brasileira, o ilustrado na série faz parte da vida de diversas pessoas, visto que, segundo dados da OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável do mundo. Dentre os problemas gerados pelo cigarro, além da geração de doenças e mortes, há prejuízos financeiros causados pelos próprios quadros de saúde. Logo, faz-se necessária a tomada de medidas que revertam a problemática em questão.

Em primeira análise, o tabagismo é capaz de gerar doenças graves devido ao seu caráter viciante. De acordo com o infográfico “Os Riscos do Cigarro”, a nicotina (substância constituinte do cigarro) gera mais dependência do que outras drogas, como a heroína. Com isso, os usuários fumam cada vez mais, o que gera e/ou agrava doenças. Sendo assim, diversas vidas poderiam ser melhoradas e poupadas se as pessoas não optassem pelo uso de cigarros ou o interrompesse.

Outrossim, o tabagismo traz problemas financeiros tanto ao fumante e sua família, quanto para os cofres públicos. Isso porque, ao adquirir doenças graves, o usuário pode ficar impossibilitado de trabalhar e, com isso, tem dificuldades para sustentar a si próprio e a seus dependentes (filhos pequenos, por exemplo). Ademais, essas doenças geram despesas significativas para o sistema de saúde pública — segundo dados do INCA, elas corresponderam a 30% dos recursos do SUS em 2011. Portanto, gastos e perda da qualidade de vida são consequências do vício por nicotina.

Diante dos aspectos citados, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria às Secretarias de Saúde Municipais de todo o país, promova a conscientização dos cidadãos acerca das consequências do tabagismo e ofereça ajuda àqueles que se encontram viciados. Aquela, por meio da realização de palestras nas escolas de Ensino Médio voltadas aos alunos e seus responsáveis. Já a segunda, por meio da organização de grupos de apoio gratuitos (em dias, horários e locais fixos) que deem suporte e mostrem caminhos aos que desejam largar o vício. Todas essas medidas a fim de evitar que mais pessoas tenham sua saúde e segurança financeira ameaçadas pelo uso de cigarros, além de contribuir para que recursos da saúde pública sejam destinados a doenças inevitáveis.