Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/10/2020
Na produção cinematográfica “Fumando Espero - 2009”, é retratada a história de Adriana Dutra, produtora brasileira e fumante compulsiva que foi voz importante para a luta contra o tabagismo no Brasil, após mostrar para a sociedade os problemas que o tabagismo proporcionou em sua vida. Entretanto, mesmo após tantos anos, nota-se que, apesar de o gráfico de fumantes no país ter caído de forma considerável, esse prejudicial vício continua vivo na população. Infere-se, portanto, a necessidade de continuar a luta contra o tabagismo de modo que a mensagem alcance até mesmo as pessoas que já possuem o vício. Sob esse prisma, segundo Gustavo Gouveia -Oncologista e Diretor técnico do instituto de câncer de Brasília (ICB)- em uma entrevista para o jornal Saiba Mais, as propagandas de combate ao fumo atualmente são eficazes somente para impedir a criação de novos fumantes. Dessa forma, a parte da sociedade que já possui o vício e a dependência da nicotina não são afetados da mesma forma, logo, essas são a maior parte das pessoas que continuam sustentando o gráfico de fumantes. Podemos observar, ainda, na fala de Gustavo que o motivo pelo qual os fumantes não conseguem facilmente deixar o vício, é devido aos efeitos estimulantes como sensação de prazer e alivio que a nicotina provoca nos receptores químicos do cérebro, através da liberação de substâncias hormonais como endorfina e adrenalina. Nesse sentido, como os fumantes possuem anos de histórico com o tabaco, torna-se doloroso deixar de sentir essa sensação. Diante dos fatos abordados, medidas são necessárias para a resolução desse infortúnio. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com os órgãos públicos, investir em especialistas que tenham o domínio acerca do tema, promover campanhas que priorizem os riscos e as consequências das drogas lícitas para a população por meio de palestras nas instituições de ensino. O intuito de tal iniciativa é conscientizar tanto a população que não fuma e as já fumantes sobre o uso maléfico do cigarro e os riscos que pode acarretar futuramente. Somente assim essa questão será minimizada no Brasil.