Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/10/2020
Entre as décadas 70 e 90, estima-se que a indústria tabagista investiu uma grande quantia de dinheiro na indústria cinematográfica, para que o cigarro fosse inserido em filmes. Dessa forma o tabaco se popularizou e teve sua “Época de Ouro” em Hollywood. Entretanto, apesar de sua popularidade e sua época de ouro, o tabaco não é tão agradável e benéfico quanto parece. Nesse viés, visto que há inúmeras consequências e problemas do tabagismo no século XXI: câncer no pulmão em tabagistas passivos e dependência psicoativa.
Em primeira análise, de acordo com o INCA - Instituto Nacional de Câncer - tabagismo passivo é a inalação da fumaça do tabaco e seus derivados, é possível encontrar fumantes passivos no âmbito de convívio de fumantes ativos. Desse modo, os fumantes ativos praticam o uso do tabaco e por sua vez, os que estão ao seu redor, inalam de forma indireta e inevitável a fumaça do tabaco. Assim, o fumante passivo corre riscos de desenvolver o câncer pulmonar, já que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o cigarro é a principal causa das mortes de câncer no pulmão. Dado o exposto, os fumantes ativos e seus hábitos, causam danos físicos e possivelmente irremediáveis, para os fumistas passivos que sem fazer o uso do cigarro, podem sofrer consequências severas, causadas pela prática alheia de tabagismo.
Em segunda análise, a nicotina é uma droga psicoativa que é presente no tabaco e em seus derivados, os usuários destas substâncias, sentem a sensação de prazer causada pela nicotina, o que pode induzir ao abuso e a dependência do tabagismo. Em defesa dessa afirmativa, a PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), afirma que uma parcela considerável da população em 2013 era fumante ativo. Os dados de 2013 para hodiernamente, apresentam uma queda considerável, porém as doenças causadas pelo tabaco permanecem em uma crescente no país.
Portanto, é necessário que os impactos do tabagismo sejam reduzidos. É indispensável, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Economia estabeleçam estratégias que visem diminuir os impactos das vendas de tabaco e dependência dos fumantes que se encontram no quadro de fumante ativo, por meio de tratamento para controle das crises de abstinência e psicólogos especializados para ouvir a família do fumante ativo, bem como a criação e divulgação de programas de orientação nos veículos midiáticos e plataformas digitais, a fim de aconselhar, ensinar e reeducar as famílias brasileiras acerca da importância do cuidado da saúde física e malefícios do tabaco, além do aumento de impostos em produtos relacionados ao tabaco. A partir dessas mudanças a sociedade brasileira avançará e haverá garantia dos direitos principais aos cidadãos e dignidade a todos.