Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/10/2020

Muitos anos antes de abordarem campanhas antitabagistas, na década de 1940 o ato de fumar era considerado glamouroso e chique. Isso se deve pelo fato da sociedade da época ser muito influenciada  pelos cinemas e propagandas de televisão que eram transmitidas naquele tempo. À medida que os anos foram passando perceberam que o tabagismo estava sendo prejudicial a saúde e causando casos de câncer em virtude ao vício. Atualmente, no Brasil, é muito comum entre a população o ato de fumar mesmo sendo comprovado cientificamente que o uso do tabaco ocasiona inúmeras consequências.

É evidente que,  em meio ao século XXI os casos de tabagismo são altos e em grande parte o uso é dado por jovens adolescentes. De acordo com o relatório feito pela Organização Mundial da Saúde, os óbitos pelo tabagismo desde o início do século, aumentou de 4 milhões para mais de 7 milhões de mortes . Além disso, ainda conforme a OMS, o uso do tabaco poderia provocar no século XXI o total de um bilhão de óbitos  em todo o planeta. Nota-se que, os jovens iniciam sua vida ativa no uso do tabaco por serem influenciados e pressionados por outros jovens, o sociólogo Émile Durkheim explica essa tendência através do conceito do fato social.

Decerto, as consequências ocasionadas pelo tabagismo vão muito além do câncer de pulmão que é o problema mais conhecido pelo hábito de fumar. Mulheres que fumam podem entrar na menopausa muitas vezes antes dos 40 anos, uma vez que o cigarro pode causar a falência dos ovários, enquanto em homens pode proporcionar a disfunção erétil. Ademais, os usuários do tabaco necessitam ter determinação quando resolvem largar o vício, isso se deve pois o corpo entra em estado de crise de abstinência pela ausência das substâncias tóxicas que causam a dependência química, em especial a nicotina.

Portanto, é dever do Estado e da sociedade encontrar meios para corrigir esse impasse. É função do Ministério da Saúde aumentar os programas de apoio aos fumantes que pretendem abandonar o vício, além de, em conjunto com o Ministério das Comunicações expandir as propagandas e campanhas contra o tabagismo abordando todas as consequências que esse vício pode levar. É dever do Ministério da Educação, desde cedo deixar evidenciado a imagem negativa desse ato,  por meio de palestras e pesquisas e explicar  os malefícios e desvantagens que o tabagismo pode ocasionar. Para terminar, é papel da sociedade, como um todo, ajudar a incentivar  os usuários a darem um ponto final no tabagismo e desestimular os que pretendem começar com o vício.