Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/10/2020
Em meados de 1955, a indústria tabagista lançava a sua primeira campanha com o objetivo de incentivar o consumo do cigarro: o “cowboy” da Malboro. Consequentemente, o hábito de fumar fomentado desde o século passado representa grave problema de saúde pública. Assim, é urgente que os fumantes brasileiros compreendam a negatividade do uso do fumo e decidam interromper esse hábito nocivo à saúde.
Em primeiro plano, é necessário avaliar o desconhecimento social a respeito dos malefícios que a prática do fumo acarreta no corpo no indivíduo. Acerca disso, consoante ao pensamento socrático, os erros são consequência da ignorância humana. Seguindo essa lógica, apesar de se tratar de um ideal oriundo de séculos atrás, a afirmação mostra-se, sobretudo, validada no mundo contemporâneo, uma vez que o comportamento de grande parte dos fumantes - em priorizar a prática viciante em detrimento da manutenção da saúde - reflete uma enorme desinformação sobre os riscos do uso contínuo do tabaco, tais como o desenvolvimento de cânceres e adversidades pulmonares. Logo, constata-se, assim, que apenas as imagens de advertências contidas nas cartelas de cigarro não são suficientes na tentativa de elucidar a consciência da população.
Ademais, cabe mencionar a intrínseca relação existente entre questões culturais - cultivadas demasiadamente no decorrer dos séculos passados - e a persistência do fumo na sociedade atual. De acordo com o pensamento do filósofo francês Pierre Bourdieu, o indivíduo tende a incorporar pensamentos e hábitos que foram difundidos ao longo dos anos. Sob esse viés, é notório postular que o uso do cigarro, especialmente no século XX, era caracterizado como sinônimo de “status aquisitivo e social”, sendo, inclusive, fortemente impulsionado, através do “marketing”, nos veículos midiáticos e também em competições esportivas, como a Fórmula 1. Dessa maneira, motivados pela falsa sensação de liberdade pregada pelas indústrias, o tabagismo foi ganhando força cada vez mais e se perpetuou por décadas, fortalecendo a teoria de Pierre Bourdieu.
Portanto, é necessário impor medidas para combater a prática do tabagismo no século XXI. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o meio midiático, criar campanhas por meio das televisões de cunho educativo, enfatizando os problemas que advém do tabaco, para que toda a sociedade possa ter acesso e conhecimento sobre os malefícios do fumo, a fim moldarem seus pensamentos e não serem alienados pela indústria. Feito isso, a sociedade poderá desconstruir pensamentos culturais que penduram desde 1955.