Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/10/2020
A cultura cinematográfica Holywoodiana no final do século XX foi promotora do uso do cigarro como característica da virilidade masculina juvenil. Entretanto, percebe-se que devido à nocividade desta droga ao organismo, houve uma reavaliação de seu uso como mecanismo de engrandecimento pessoal. Com efeito, vale analisar as repercussão de sua utilização hodiernamente e as provocativas associadas.
Em primeiro lugar, é justo salientar que o tabagismo é um sério problema de saúde pública. Observando por esse espectro, a minissérie Sob pressão evidenciou a precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, dados os seus inúmeros fatores limitantes. Nessa lógica, o ato de fumar causa prejuízos individuais no que concerne à saúde, contudo, implica em ações assistencialistas do Governo no tratamento de doenças associadas à prática - como câncer, doenças cardiovasculares. Assim, fluxos de verbas que poderiam ser direcionados a diversos setores são empregados no custeio de remédios etc.
Ademais, as novas formas de uso do tabaco tem reacendido preocupações sociais. Dada essa afirmação, a cultura POP dos anos 80 foi responsável pela ascensão do consumo de drogas lícitas entre os jovens brasileiros. Todavia, o retorno do tabagismo na juventude, influenciado por formas modernas de consumo de nicotina, como o Narguilé e o cigarro eletrônico - os quais possuem as mesmas propriedades psicotrópicas do cigarro comum - é fundamentado na ostentação cultural, cujo funcionamento se dá pela projeção individual. Dessa maneira, esta prática levanta questões quanto à salubridade da população.
Portanto, medidas são necessárias para a solução do impasse. Para tanto, é valida a atuação do Estado, na intensificação das campanhas de combate ao tabagismo, pela veiculação nas redes sociais de depoimentos de ex-fumantes sequelados pelos seus efeitos colaterais, para que as ações preventivas conduzam à melhoria da qualidade de vida e não a sobrecarga do SUS. Também, é preciso que o poder estatal desestimule as formas de consumo de tabaco, pelo aumento da tributação no comércio de naguilés e cigarros eletrônicos, coibindo o uso de psicoativos. Desta forma, é possível resguardar a higidez social por ações prudentes..