Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/09/2020

Thomas More, filósofo e estadista inglês, em sua obra “Utopia”, relata uma sociedade sublime, a qual se molda de maneira lógica e harmônica. No entanto, a realidade hodierna observada é oposta àquilo que prega o autor, uma vez que o Tabagismo no século XXI apresenta entraves, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Tal dicotomia é fruto tanto de problemas estatais, quanto midiáticos. Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos, a fim de uma melhor estruturação social.

Inicialmente, faz-se relevante pontuar a atuação ineficiente dos setores governamentais. Pois, segundo o preâmbulo da Constituição Federal de 1988 é dever do estado democrático assegurar direitos de ordem social e individual, vitais ao bem-estar, entretanto, isso não ocorre. Devido à negligência das autoridades quanto o combate do tráfico de cigarros, a sociedade brasileira está longe de se ver livre das consequência já conhecidas pela ciência moderna e causadas por tal vício, que atingem não só as pessoas como indivíduos, mas prejudicam todo um sistema de saúde coletivo (SUS), que para ter seu pleno funcionamento deve ter a profilaxia como preceito base. Desse modo, urge que tal postura estatal sobre reformulações.

Ademais, é imperativo ressaltar a indústria cultural como fomentadora do problema. Segundo Theodor W. Adorno, a mídia no sistema capitalista deixa de ser um importante meio para obtenção de informações e passa a visar restritamente o lucro como produto final. Logo, torna-se comum que empresas tabagistas patrocinem estúdios de filmes, além de esportes os quais tenham contratos com emissoras de TV, ganhando em troca a publicidade de que fumar é sexy e está associado á estrelas de cinema e esporte, atraindo principalmente jovens para o vício, por estarem  passando por mudanças e procurando uma identidade própria.

Portanto, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se que o Presidente da República como chefe de estado, apresente a câmara de deputados, um plano de contenção e diminuição do tabagismo no Brasil, que atuará em duas frentes: primeiro, a polícia federal deverá intensificar o combate ao narcotráfico implementando ferramentas tecnológicas nas fronteiras, como o uso de drones, segundo, é preciso que  se combata a propaganda maléfica do setor tabagista usando da mesma arma (mídia), criando propagandas, as quais mostrem que fumantes não são como Brad Pitt, mas sim pessoas víciadas e prejudiciais a sua própria saúde, garantindo que as pessoas que então vierem a fumar tenham plena consciência do engano que estão cometendo. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto infesto do problema, e a coletividade dará um passo em direção á Utopia de More.