Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/09/2020

Segundo a agência de notícias, Agência Brasil, o país tem um prejuízo anual de cerca de 56,9 bilhões de reais gerado pelo tabagismo, sendo 39,4 bilhões de reais gastos apenas com despesas médicas. Oriundo do tabagismo, o câncer de pulmão é o segundo que mais mata no Brasil, sendo em escala global o mais fatal.

Primeiramente, é indubitável que o tabagismo é um problema de proporção mundial, uma vez que desencadeia uma série de graves adversidades, tais como a redução de produtividade econômica e diversos problemas de saúde. O Brasil conta com o Programa Nacional de Controle ao Tabagismo, criado em 1986, que proíbe a propaganda, traz a obrigatoriedade das imagens de advertência nas carteiras de cigarro, além de restringir o fumo em locais fechados de uso coletivo. De acordo com dados disponibilizados pelas pesquisas PNSN, PMS e Petab, entre 1989 e 2008, houve uma queda de aproximadamente 20% no número de adultos fumantes.

Dessa mesma forma, fica notória a irresponsabilidade de quem opta por manter esse vício, uma vez que existem estudos que comprovam os malefícios que esse hábito acarreta não somente para quem o tem, mas também para quem está ao seu redor. Por este motivo foi criada em 1996, a lei de número 9.294, que traz no seu segundo artigo a proibição de qualquer produto fumígeno, em recinto coletivo e fechado, privado ou público.

Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente que o tabagismo ainda é um grande problema a ser enfrentado. Nesse prisma, cabe ao Ministério da Saúde investir em mais campanhas mostrando explicitamente os danos que o tabagismo causa, e ao Ministério da Economia aumentar os impostos sobre produtos a base de tabaco, para que o preço suba, e assim, aliado à campanha do Ministério da Saúde, reduza gradualmente o número de fumantes.