Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 01/09/2020
Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o homem comete seu maior erro ao sacrificar sua saúde por qualquer outra vantagem. Tal pensamento se mostra verídico ao analisar os elevados números de fumantes no Brasil, uma vez que essa prática pode aumentar as chances do usuário ou das pessoas ao seu redor contraírem doenças que vão desde pneumonias até diversos tipos de câncer. Esse problema persiste devido a ineficiência das políticas públicas existentes e a popularização do tabaco sobre grupos específicos.
A priori, é mister destacar a existência da Convenção-Quadro da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Controle do Tabaco, que visa proteger as nações das consequências do uso do cigarro. No entanto, a facilidade de consumo e a ignorância da população sobre os riscos do fumo, tornam tal campanha insuficiente para resolução do problema. Prova disso são os dados da própria OMS, que estimam que a cada seis segundos morre uma pessoa por doenças relacionadas ao tabagismo no mundo. Diante disso, é evidente a urgência de intervenções governamentais mais resolutivas.
Outrossim, observa-se nos últimos anos uma “glamourização” do tabagismo, sobretudo por parte da população adolescente que sofre influência de terceiros. Em relação a isso, uma pesquisa da Truth Orange – campanha internacional de combate ao tabaco – afirma que um a cada três adolescentes começam a fumar por persuasão de sérios ou filmes. Analogamente, o estudo realizou um levantamento de 182 cenas de incentivo ao fumo na série “Stranger Things” que possui o público infanto juvenil como grupo alvo. Logo, é indiscutível que os jovens brasileiros devem ser protegidos de tal manipulação comportamental.
Infere-se, portanto, que o tabagismo é um problema de saúde pública que deve ser combatido. Para isso, o Ministério da Saúde – órgão responsável pela gestão e promoção da saúde no país – deve promover campanhas nacionais de combate ao fumo. Isso poderia ser feito por meio de propagandas nas mídias sociais, como programas de televisão ou redes sociais, além da realização de palestras em ambientes frequentados por fumantes, com a finalidade de conscientizar a população sobre os riscos desse hábito e combatê-lo. Dessa forma, garante-se uma nação informada e consciente, que não cometa erros como o citado por Arthur Schopenhauer.