Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/08/2020
O filósofo Jean-Paul Sartre fez inúmeras tentativas para deixar de fumar, e de certa forma, buscou através de sua própria corrente de pensamento -o existencialismo- desenvolver um método para não fumar. Entretanto, ao observar o alto índice de pessoas que ainda fumam no Brasil, nota-se a dificuldade do cidadão, sozinho, parar de fumar. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência midiática e a omissão das escolar colaboram para esse quadro.
Mormente, a inobservância da mídia é o principal fator responsável para a permanência da problemática. Tal fato ocorre porque não há, por parte das emissoras de comunicação, a preocupação em informar aos telespectadores brasileiros os problemas para a saúde ocasionados pelo contínuo uso de cigarros. Nessa perspectiva, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, algumas instituições-dentre elas o Ministério da Educação- perderam o seu papel social e configuram-se como ‘‘Instituições Zumbis’’ ao manter apenas a sua forma e encarregar a população a resolução de seus problemas. Logo, consequentemente, diante do cenário da falta de informação, os cidadãos ainda são afetados pelo tabagismo na sociedade.
Outrossim, a ausência escolar na formação dos estudantes é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve porque muitas escolas,principalmente públicas, não ensinam aos alunos sobre os perigos da utilização de drogas como o cigarro. Nesse sentido, mesmo com a criação em 1992, no Rio de Janeiro, do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), há ainda, infelizmente, escolas que não participam do programa. Assim, por consequência, as crianças e os adolescentes, por não possuírem senso crítico, são alvos precoce do cigarro em seu cotidiano.
Dessa maneira, para Antoine de Saint- Exupéry, na vida não existem soluções. Existem forças em marcha: é preciso criá-las e, então, a elas seguem-se as soluções. Portanto, o Ministério da Educação, como braço do Governo responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE), em parceria com a mídia, deve, por meio da elaboração de uma propaganda obrigatória, informar a população sobre o perigo de desenvolver doenças pela utilização de cigarros. Além disso, o Governo deve disponibilizar agentes da área da saúde nos hospitais públicos como médicos e dentistas para acompanhar os cidadãos fumantes, a fim de possibilitar que os indivíduos não se sintam sozinhos e desmotivados no processo árduo de parar de fumar. Ademais, as escolas públicas e particulares, devem participar do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) com o objetivo de educar todos os estudantes e formar cidadãos com conhecimento necessário para não utilizarem drogas. Assim, espera-se que o tabagismo não seja um problema no Brasil.