Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 29/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso à saúde e ao bem-estar social. Contudo, o tabagismo impede que uma parcela da população mundial tenha acesso a esse direito universal na prática. Nesse sentido, tem-se um problema de saúde pública, o qual possui como causas a publicidade direta e indireta da indústria do tabaco e a sensação prazerosa momentânea que o uso desses produtos possibilita.
A priori, é importante definir o conceito de tabagismo. De acordo com Gustavo Gouveia, diretor técnico do Instituto de Câncer de Brasília, o tabagismo é uma toxicomania da principal substância psicoativa do tabaco: a nicotina. Tal dependência está diretamente ligada às propagandas de cigarros, palheiros e demais produtos que influenciam a população a consumi-los. Desse modo, a publicidade se faz primordial para o aumento do uso de substâncias nicotínicas.
Faz-se mister, ainda, salientar a ação da nicotina no organismo humano. Segundo o médico Antônio Drauzio Varella, essa substância, ao ser inalada, percorre todo o corpo e após isso, liga-se aos seus receptores próprios no cérebro. Essa ligação causa ao fumante uma situação prazerosa. No entanto, tal fenômeno é limitado e quando finaliza, faz com que o usuário do tabaco queira fumar mais, a fim de prolongar esse prazer, instigando esse tipo de dependência. Dado o exposto, é necessário que os malefícios do uso do tabaco sejam discutidos com mais afinco.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Desse modo, o Ministério da Saúde deve investir em publicidade sonora e televisiva que demonstre ao espectadores os males que o tabagismo causa à saúde humana, por meio de depoimentos livres e esclarecidos de ex-fumantes, apelando assim para o emocional da população, a fim de diminuir as taxas de utilização do tabaco no Brasil. De tal forma, o problema seria resolvido.