Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/08/2020

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, afirmou que o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a saúde a qualquer outra vantagem. Diante da afirmação, deve-se refletir acerca do tabagismo, que ocasiona malefícios graves aos fumantes. Em vista disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro é a principal causa de falecimento evitável no mundo. Nesse sentido, é importante analisar os fatores que norteiam o problema, como a cultura hedonista e a operância ineficaz do estado.

Em primeiro lugar, faz-se necessário entender o hedonismo, teoria que afirma que o prazer é o bem supremo da espécie humana. Diante disso, é possível identificar o cigarro como promotor de prazer e escapismo, bem como, uma droga lícita, barata e de fácil acesso. Assim sendo, explica-se uma grande preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS), a correlação entre pobreza e tabagismo. De fato, o fumo é um fator de risco para doenças e patologias ligadas aos cânceres. Portanto, fica claro que os tabagistas com a saúde fragilizada não conseguem manter uma situação financeira estável, o qual intensifica a vulnerabilidade social dessas pessoas.

Sob esse viés, o governo federal promulgou a Lei Antifumo, que proíbe o uso de qualquer peça utilizada para emitir fumaça em ambientes públicos, particulares ou fechados. Sendo assim, tal fato pode ser considerado um grande avanço para a sociedade brasileira, afinal, as pessoas no entorno do fumante também sofrem os efeitos negativos do cigarro. Ademais, as autoridades não podem depositar todos os seus esforços nessa medida, é necessário que a lei não fique restrita ao papel e novas políticas públicas surjam com o intuito de amenizar os males desse vício aos indivíduos.

Logo, é evidente que o tabagismo é um problema de saúde pública. Então, as Secretarias Municipais de Saúde devem criar um programa de atendimento e reabilitação a fumantes, o qual deve contar com pneumologistas e psicólogos capacitados para lidarem com as patologias físicas e psicológicas desse hábito, o que será dado por meio de verbas municipais destinadas à saúde. Feito isso, os cidadãos terão maiores oportunidade de abandonarem o cigarro e não cometerem o erro citado por Arthur Schopenhauer no século XIX.