Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/09/2020
Na Era de Ouro de Hollywood, o cigarro foi muito representado na sétima arte, o qual era idealizado como elemento que transmitia status e rebeldia. No entanto, diante da realidade atual, percebe-se que o cigarro já não é visto da mesma forma. Hoje, enxerga-se o tabaco de forma negativa, porém mesmo sabendo que o fumo é altamente prejudicial à saúde, ainda é um empecilho para o bem-estar dos cidadãos brasileiros. A partir desse contexto, é fundamental discutir os impactos individuais e coletivos provocados pelo tabagismo no século XXI.
É válido destacar, de início, os prejuízos na saúde do indivíduo ocasionados pelo consumo do cigarro. Isso ocorre pelo fato de que o tabaco têm uma alta gama de substâncias tóxicas e cancerígenas. Observa-se, portanto, um aumento nos casos de câncer de pulmão, enfisema pulmonar e hipertensão, entre outras doenças crônicas favorecidas pelo tabagismo, o que comprova como o cigarro pode ser lesivo a saúde humana. Prova disso são informações publicadas pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer), as quais apontam cerca de 156.216 mortes anuais por tabagismo, sendo a 2º maior causa de morte no Brasil.
Convém pontuar, ainda, como a sociedade é afetada pelo hábito de fumar de muitos brasileiros no País. Isso acontece porque o fumantes passivos, ou seja, não-fumantes que convivem com pessoas que fumam, estão expostos à fumaça do cigarro e acabam por adquirir as mesmas mazelas do fumante ativo. Somado a isso, a população sofre com a sobrecarga no sistema público de saúde, pois há um aumento na demanda de pacientes, haja vista que doenças causadas pelo cigarro, tendem a majorar os gastos do Estado com despesas sanitárias. É o que se pode perceber com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, os quais apontam um importe de 56,9 bilhões anuais por despesas médicas.
Infere-se, portanto, que o hábito de fumar ainda é um impasse para o cidadão brasileiro, o qual se mostra exausto na chamada “Sociedade do Cansaço”, definida pelo filósofo Byung-Chul Han e encontra no tabagismo como uma válvula de escape. À vista disso, cabe ao Poder Executivo, na esfera federal, aumentar o investimento financeiro e logístico em campanhas midiáticas mais apelativas, que mostrem a gravidade do tabagismo para a saúde do cidadão e da comunidade. Tal ação ocorrerá por meio do Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério das Comunicações, que através da TV e internet poderão apresentar os danos do cigarro. Desse modo, o tabagismo não será um problema na sociedade brasileira.