Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/08/2020
Desde a chegada dos europeus à América, o tabaco já era utilizado pelos nativos em seus rituais religiosos e confraternizações e, ao longo do tempo, foi vinculado como ciclo econômico do Brasil colônia. Entretanto, hodiernamente, o consumo desse produto, que era símbolo de prestígio social, tornou-se sinônimo de condenação para saúde humana. Logo, o impasse do tabagismo amplia-se nacionalmente ancorado em aspectos como a pressão social, bem como a influência midiática, tornando-se relevantes medidas que mitiguem esses fatores.
A princípio, ao analisar o quadro supracitado, depreende-se que a pressão social corrobora sua ampliação. Nessa perspectiva, no cenário do imediatismo atual, conceito proposto por Zygmunt Bauman, o tabaco serve como uma válvula de escape para o estresse cotidiano. Dessa maneira, as constantes imposições sociais, como boas notas escolares, ou a busca pela inserção em grupos, fazem alguns jovens acionarem essa válvula precocemente, consoante a pesquisa realizada pela Gazeta do Povo em 2018, na qual estima que um terço dos indivíduos experimente cigarro antes dos 12 anos. Por conseguinte, uma simples experiência transfigura-se em um vício e, posteriormente, o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Ademais, é de suma relevância evidenciar a influência midiática como fator propenso para expansão da condição aludida. Sob esse viés, ao narrar um mundo pós-apocalíptico, a animação japonesa “Attack on Titan” expõe a distorção do Estado acerca da veracidade das muralhas que protegem a humanidade, alienando os cidadãos. De modo análogo, parte da mídia encobre os impactos causados pelo tabagismo, em que utilizam de propagandas persuasivas e preços atrativos voltados apenas para o lucro industrial. Portanto, à medida que mais indivíduos aderem ao uso, mais a fumaça do cigarro é liberada, a qual tem diversas substâncias tóxicas que, em longo prazo, resultarão em impactos socioambientais transcorrentes do aquecimento global.
Assim, percebe-se que a sociedade precisa ser corretamente instruída acerca do tabagismo na contemporaneidade. À vista disso, o Ministério da Educação deve realizar campanhas de mobilização, através de transmissões ao vivo nas redes sociais com médicos e psicólogos, que incentivem os usuários novos a buscar tratamento adequado, incluindo a família, a fim de que haja um acompanhamento psicológico eficiente. Outrossim, o Congresso Nacional necessita regulamentar penalidades mais severas aos canais que veiculam propagandas com abordagens de alienação, com fiscalizações que cobrem multas em verbas que serão revertidas para criação de serviços assistenciais aos dependentes, com feito de minimizar os impactos do tabagismo.