Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/08/2020

Hades é um famoso personagem da conhecida “Hércules”, o qual em dado momento do filme, aparece fumando um charuto. Essa cena aparentemente inocente se relaciona a um problema social grave: o tabagismo, que gera impactos graves aos indivíduos do século XXI. Contudo, observa-se que o ato de fumar, apesar dessas consequências, é socialmente aceito e até mesmo glamourizado, o que infelizmente contribui para a continuidade do tabagismo.

Nessa perspectiva, nota-se que o interesse em fumar pode ser suscitado pelo fato de o cigarro ser um produto associado a aspectos valorizados pelos indivíduos. Um exemplo disso é a comum a associação entre droga e relaxamento - o sargento Hopper, da série “Stranger Things”, ilustra essa relação por sempre recorrer ao cigarro como meio de relaxar em momentos de estresse. Tais projeções positivas sobre o ato de fumar acabam glamourizando-o, de modo que ele se torna atrativo para muitas pessoas. Logo, nota-se que esse imaginário construído acerca do tabagismo, ao longo dos anos, consolidou-o no século XXI como hábito socialmente aceito e valorizado, posto que é associado situações e características positivas.

Entretanto, apesar da haver uma ligação simbólica entre tabagismo e boas experiências, fumar gera prejuízos graves à saúde de indivíduo, o que pode causar impactos sociais significativos. Isso é confirmado pelo Instituto Nacional do Câncer, que afirma que o cigarro é uma das causas de leucemia, câncer de pulmão, infarto e uma série de infecções respiratórias. Esses dados mostram que o tabagismo pode reduzir significativamente a qualidade de vida dos usuários - sobreviventes do câncer de pulmão, por exemplo, além de enfrentarem um tratamento doloroso, podem ter sequelas como fadiga e insuficiência respiratória crônicas. Dessa forma, verificam-se danos à saúde dos fumantes, os quais podem causar impactos sociais, tendo em vista os custos elevados dos tratamentos dessas condições clínicas, que sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, é urgente adotar medidas que visem à desconstrução do imaginário positivo que envolve o fumo.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde desenvolva mais campanhas de informação as quais denunciem os impactos negativos do cigarro para o indivíduo e para a sociedade. Isso deve ocorrer por meio de postagens nas redes sociais e de comerciais antitabagismo na televisão – pois essas mídias podem atingir um elevado contingente de pessoas. Por conseguinte, será possível consolidar a relação entre cigarro e experiências negativas, como as doenças causadas por ele. Assim, a associação entre cigarro e personagens queridos, como Hades , vai se tornar mais rara, modificando o imaginário social acerca dessa droga.