Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/08/2020

Por muitos anos, o tabagismo foi voltado aos jovens. Na década de 80, foi lançada uma propaganda que anunciava “cigarrinhos de chocolate”, com um menino que manuseava o doce da mesma maneira que se manipula um cigarro. Outrossim, o tabaco sempre foi associado ao bom desempenho sexual e esportivo, à beleza e ao sucesso. No entanto, essa prática traz o oposto: impotência sexual, cansaço, amarelamento nos dentes etc. Aliado a isso, o fácil acesso e a não disponibilização de um serviço de apoio público e efetivo aos dependentes agrava ainda mais a situação.

O cigarro, por muitas vezes, é um instrumento que jovens utilizam para que possam satisfazer suas necessidades de serem pertencentes e aceitos por um grupo social. Por outro lado é também ferramenta de “porta de entrada” para outras drogas ilícitas. Esse cenário é ainda mais preocupante porque possuem facilidade de acesso à droga em questão, por conta do baixo preço e pontos de venda afastados de fiscalização, têm o organismo mais frágil e possuem mais dificuldade de se livrarem do uso da droga por começarem cedo, 16 anos de idade, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

Nesse sentido, pouco é feito por parte do Estado para amparar os consumidores de tabaco. Não é de conhecimento geral a existência de um programa efetivo que apoie esses dependentes químicos em todo território brasileiro, fator motivador para os usuários continuarem a utilizar esse produto. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, cerca de 200.000 mortes por ano estão relacionadas ao uso do tabaco, a maioria delas por câncer, que varia desde o de pulmão até o de boca, o que evidencia ainda mais a necessidade de um programa de tal natureza.

Portanto, para amenizar os problemas descritos, o Ministério da Saúde (MS) deve lançar uma campanha publicitária, juntamente com influenciadores digitais, no meio em que são mais reconhecidos, que desestimule o uso do tabaco, de maneira que a saúde dos jovens será preservada. Além disso, o MS tem a obrigação de criar um programa de amparo aos dependentes químicos em todo Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde, de forma a melhorar a qualidade de vida da população. Por fim, o Ministério da Economia precisa aumentar as taxas sobre o tabaco e a fiscalização sobre seus pontos de venda, diminuindo seu acesso e aumentando a expectativa de vida do brasileiro.