Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2020
No livro ‘‘Utopia", de 1516, o filosófo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela, pontua-se a ausência de conflitos e de adversidades, o que vem, desde então, inspirando as civilizações ocidentais. Contudo, as péssimas consequências do tabagismo no Brasil tem feito o país se afastar desse lugar utópico. Nesse prisma, é importante analisar os aspectos sociais e políticos que envolvem esse entrave na nação tupiniquim.
A princípio, convém lembrar do filme “Obrigado por Fumar”, interpretado por Nick Naylor, que defende a indústria do tabaco e o direito de escolha do consumidor em usar ou não o cigarro, embora esse, de dorma ironica, argumenta com a intenção de convencer o cliente a optar por pelo consumo. De maneira análoga á ficção, vê-se que a influência ao consumo do tabaco, muitas vezes, por meio de filmes e séries, trata-o como um produto elitista e “descolado”, o que pode, decerto, causar díspares complicações á saúde da população, uma vez que a utilização desenfreada é normalizada. Isto posto, o tabagismo é, reconhecidamente, uma doença crônica - resultante da dependência á nicotina - e está atrelado a alta probabilidade de desenvolver nos indivíduos doenças pulmonares irreversíveis, haja vista que 90% dos casos de câncer nesse órgão são devidos a essa utilização. Sob tal perspectiva, é relevante dizer que a indústria cinematográfica trata com irresponsabilidade esse produto nocivo e até letal, haja vista que a exposição a imagens do uso pode servir como interferência no comportamento das pessoas. Logo, tal cenário exige mitigação.
Por outro lado, é possível salientar que o filósofo Adam Smith - pai do liberalismo econômico - previu, em 1776, que o tabaco, como produto não vital, teria grande consumo, o que faria dele um objeto ideal para a taxação. Desse modo, é possível notar, diante ao contexto, que a extrafiscalidade sobre o tabaco, com o objetivo de induzir a redução de fumantes, pode, de fato, abrir caminho ao mercado ilegal, além de que esses produtos submetidos ao contrabando possuem um potencial maior na concentração de substâncias tóxicas. Sendo assim, essa condição agrava o bem estar da população brasileira, visto que o hábito de fumar é mais comum entre aqueles com com menor renda e, por conseguinte, são os que têm menor acesso a tratamentos. Com isso, apesar do país dispor de leis antifumos, o Estado negligencia os tabagistas por meio da falta de ações govenamentais eficazes.
Infere-se, portanto, que com o objetivo de mitigar as consequências do tabagismo no Brasil medidas contundentes devem ser tomadas. É mister que o Governo, detender do poder executivo, por meio de verbas oriundas de operações anticorupção, como a lava-jato, construa clínicas de apoio para aqueles que querem largar o tabaco, com auxíio de psicólogos, para que asim seja sanada essa mazela.