Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2020
“Os nossos maiores inimigos existem dentro de nós mesmos: são os nossos erros, vícios e paixões”. Foi assim que Marquês de Maricá, filósofo e escritor entre os séculos XVIII e XIX, definiu os obstáculos, os inimigos, do ser humano. Como um exemplo de vício, é possível citar aquele provocado pelo fumo, bem presente no Brasil. Apesar de ter sido muito incentivado no passado, o ato de fumar é prejudicial para a saúde e afeta milhões de pessoas até hoje, principalmente durante a pandemia do COVID-19. O tabagismo, doença ocasionada por consumir produtos com tabaco (cigarros, por exemplo), se faz presente no século XXI. Dois problemas que potencializam essa enfermidade são a impossibilidade de parar com a produção de cigarros e o grande número de propagandas que incentivam o seu uso.
Vale frisar que, no capitalismo, é praticamente impossível parar de produzir certos produtos, inclusive os prejudiciais à saúde, pois muitos criam empregos e renda para várias pessoas. Dessa forma, além de incentivar o uso dos itens, não pode-se esperar que ele saia de produção. Ademais, em uma pesquisa divulgada pela OMS em 2015, o cigarro causava cerca de seis milhões de mortes por ano no mundo. Assim, é possível ver que as empresas da indústria do tabaco lucram com essas mortes, pois quanto mais vendas, mais dinheiro é obtido. Entretanto, esse grande número de fumantes não é coincidência: trata-se da grande propagação do produto durante o século XX.
Como citado anteriormente, o cigarro foi o protagonista de muitas propagandas televisivas no último século. A imagem passada demonstrava que fumar era um estilo de vida que, como é perceptível atualmente, foi adotado por muitos. Em 1948, até mesmo um jogador de futebol do Vasco recomendou sua marca preferida. Por isso, através de muitas outras divulgações, também, o tabaco é a segunda droga mais utilizada no Brasil, segundo a Fiocruz. Na pesquisa feita pela instituição, cerca um terço dos brasileiros já usou a droga pelo menos uma vez na vida e 14% desse número afirmou ter utilizado nos 30 dias que antecederam a pesquisa. A proporção equivale a 21 milhões de pessoas.
De acordo com os fatos apresentados, é necessário que haja uma mobilização entre a população e o Ministério da Saúde. O ministro, junto de médicos, especialistas e outros, deveria pensar em uma forma de impactar os fumantes para que eles parem de fazer uso do produto. Seja por meio de propagandas, palestras ou abordagens feitas individualmente com os usuários. Enquanto isso, as pessoas que conhecem alguém que fuma, amigo ou familiar, poderiam procurar ajuda ou justamente essas ações que seriam desenvolvidas pelo governo. Assim, com todos juntos, seria possível derrotar um dos maiores inimigos dentro do ser humano, o vício.