Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2020
Por muitos anos, o tabagismo foi voltado aos jovens, associado ao bom desempenho sexual e esportivo, à beleza e ao sucesso. No entanto, essa prática traz o oposto: impotência sexual, cansaço, amarelamento nos dentes etc. Aliado a isso, o fácil acesso e a não disponibilização de um serviço de apoio efetivo aos dependentes agrava ainda mais a situação.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, cerca de 200.000 mortes por ano estão relacionadas ao uso do tabaco, a maioria delas por câncer. Uma das maneiras que o cigarro, por exemplo, causa câncer, é pela morte frequente de células, por meio de sua fumaça quente, com a possibilidade de mutação no material genético no processo de regeneração, de modo a ocorrer a doença. Esse cenário é ainda mais preocupante quando se trata do público jovem, que é imensuravelmente mais influenciável, tem o organismo mais frágil e possui muito mais dificuldade em se livrar do uso dessa droga por começar tão cedo, 16 anos de idade, em concordância com o Instituto Nacional de Câncer.
Nesse sentido, o Estado pouco faz para amparar os dependentes químicos. Não é de conhecimento geral a existência de um programa efetivo dessa natureza em todo território brasileiro. Outro ponto em que o governo falha é em relação ao fácil acesso aos produtos que contém tabaco: baixo custo e pontos de comércio afastados da fiscalização favorecem a venda.
Por tanto, para amenizar os problemas descritos, o Ministério da Saúde (MS) deve lançar uma campanha publicitária, juntamente com influenciadores digitais, no meio em que são mais reconhecidos, que desestimule o uso da droga em questão, de maneira que a saúde dos jovens será preservada. Além disso, o MS tem a obrigação de criar um programa de amparo aos dependentes químicos em todo Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde, de forma a melhorar a qualidade de vida da população. Por fim, o Ministério da Economia precisa aumentar as taxas sobre o tabaco e fiscalização sobre seus pontos de venda, diminuindo seu acesso e aumentando a expectativa de vida do brasileiro.