Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2020
O tabagismo no século XXI é considerado uma doença e já não é novidade que o vício traz sérios problemas ao organismo do fumante. O uso persistente do tabaco cria um método de dependência: a nicotina, que é uma substância psicoativa que gera uma sensação de prazer e ao ser inalada produz alterações no Sistema Nervoso Central. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais os cigarros, levando ao risco de contrair doenças crônicas, resultando à morte.
Em julho de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou dados sobre a Epidemia Mundial do Tabaco e o Brasil é um dos únicos países que dentre as 171 nações que aderiu às medidas globais da OMS e que implementou ações governamentais de sucesso para a redução do consumo de tabaco. Nos últimos 13 anos, a população brasileira que fez parte da entrevista, diminuiu em 40% o consumo do uso de cigarros. A pesquisa demonstra também que o consumo vem caindo em todas as faixas etárias de 18 a 24 anos de idade.
Atualmente, ao fumar um cigarro, o usuário está injetando mais de 4.500 substâncias tóxicas no corpo. O uso do cigarro também está associado a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica que pode se manifestar como enfisema ou bronquite crônica. No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) do dia 1º de Abril, de 2020 constatam que 31.120 mortes são por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia e outras 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral)
Torna-se evidente, portanto, que o usuário deve pensar no ganho de qualidade de vida que o mesmo ganhará ao parar de fumar. Procurar um tratamento com um pneumologista que possa avaliar o caso e auxiliar com medicamentos e psicoterapia é uma das boas dicas para quem quer parar de usar cigarros. Praticar atividades físicas, ocupar a mente nos momentos de vontade, também se incluem nesse meio de autoajuda.