Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/08/2020

Na década de 1920, com o intuito de expandir as vendas para o público feminino, as indústrias do fumo dos Estados Unidos intitularam o cigarro como “Freedom Torches” (ou “Tochas da Liberdade") das lutas feministas. Contudo, sabe-se que o uso do tabaco não é uma libertação e sim uma prisão, visto que o nível de dependência é alto e as consequências à saúde são inúmeras. Sob essa ótica, compreender o atual cenário do tabagismo é substancial para a promoção de resoluções.

É preciso considerar, antes de tudo, que a nicotina é a substância responsável pelo vício. Nesse sentido, após ser ingerida, ela proporciona sensações de prazer que estimulam o usuário a consumir cada vez mais. Prova disso, é que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de um bilhão de dependentes no mundo. Tal realidade, é ilustrada pelo escritor Mark Twain, o qual ironiza que deixar de fumar é fácil, pois o próprio já tentou mais de cinquenta vezes. Esse contexto aponta para a ação de entidades como a Organização das Nações Unidas (ONU), haja vista que esferas federais estão inerentes a essa contenda.

É válido ressaltar, ainda, os diversos efeitos negativos que o uso prolongado do tabaco pode causar ao corpo das pessoas. Dessa forma, os indivíduos podem apresentar pneumonia, infarto, vários tipos de câncer, principalmente de pulmão e, nos piores casos, pode levar ao falecimento. Sob essa perspectiva, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, há mais de 400 óbitos diários devido a utilização excessiva de fumo. Pretexto esse, que demonstra a necessidade da intervenção de ministérios específicos para minimizarem essa situação.

Evidencia-se, portanto, que o tabagismo é uma compulsão que deteriora a vitalidade da população. Para contrapor essa situação, cabe à ONU, em ação conjunta à OMS, elaborar campanhas em todos os países, de modo a reforçar a nocividade do uso das drogas que tenham a nicotina como princípio ativo, a fim de evitar que mais pessoas fiquem dependentes. Outrossim, o Ministério da Saúde deve ajudar os fumantes brasileiros, de maneira a disponibilizar tratamentos físicos e psicólogos, os quais terão a finalidade de evitar o agravamento dos quadros de saúde e a morte. Destarte, será possível, a longo prazo, conter a toxicodependência do corpo social e os índices mortais da OMS, de forma realista e consciente.