Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/08/2020
O filme “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, retratou a lagarta azul como um personagem sábio e também fumante. Em contraste a isso está o cigarro como um dos principais causadores de doenças cognitivas(que afetam áreas importantes para o aprendizado). Sendo assim é evidente a necessidade de se discutir o tabagismo e suas consequências para a saúde, e demandas nos âmbitos
Deve-se destacar, primeiramente, a influência da mídia na sociedade. Acerca disso, os filósofos Adorno e Horkheimer, em seus estudos sobre “Indústria Cultural”, afirmaram que a arte, na era moderna, tornou-se objeto industrial, feito para ser comercializado, tendo finalidades prioritariamente lucrativas. Dessa forma, é possível relacionar a influência da indústria cinematográfica no consumo de cigarros, podemos citar de exemplo, as séries para o público juvenil: “Euphoria”, “Skins”, “Sex Education”. Em suma, é vital que o tabagismo pare de ser representado como algo glamoroso, principalmente nas tramas destinadas para o público jovem.
Em segundo lugar, o ser humano perde a sua liberdade de escolha.Conforme o conceito de “Mortificando do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o que ocorre na coletividade que induz o indivíduo a ter comportamentos alienados. Tal preceito afirma que por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde o seu pensamento individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro do contexto do tabagismo, fica claro que esse é o principal motivo de seu consumo persistir até o contexto atual.
Logo, afim de mitigar o problema é necessário isto: que o Ministério da Educação integre na grade curricular, aulas que incentivem o pensamento crítico, projetos que expliquem os malefícios do tabagismo. Além disso, o Ministério da Fazenda deve aumentar os impostos sobre os cigarros, afim de que o consumo seja reduzido por causa do valor elevado. Dessa maneira, haverá a diminuição do número de fumantes em todas as faixas etárias.