Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/08/2020

Nos cinemas, a partir dos anos 20, passou-se a ser retratado o “glamour” de fumar, uma forma habitual de fazer propaganda, uma vez que tal prática, era promover na sociedade o uso, visto como símbolo de poder e riqueza, evidenciado, por exemplo, na série de filmes 007, a qual o protagonista James Bond utiliza bastante o tabaco. Contudo, não se imaginava os malefícios causados pelo tabagismo à saúde, até que então, as primeiras pesquisas associaram a doenças cancerígenas ao cigarro. Ainda que com a descoberta, com estudos e pesquisas que comprovam seus riscos, a prática persiste no século XXI.

Em primeira análise, vale destacar que mesmo com a proibição de anúncios, além de propagandas negativas com alertas nos maços de cigarro, o produto ainda é muito utilizado pelos brasileiros. O público alvo das indústrias de tabaco são os jovens, e os atingem com outras categorias de cigarro, como por exemplo, narguilé e cigarros eletrônicos que são aromatizados e atraentes para tais, por serem mais vulneráveis ao modismo que. Com isso, acabam por se tornar o principal consumidor desse hábito já que, a nicotina possui um alto poder viciante sendo grande provável torna-se um adulto viciado. Segundo dados do jornal folha de São Paulo, 1 a cada 10 brasileiros é fumante, a qual sua maioria jovens entre 18 e 24 anos. Além dos danos à saúde, a prática do tabagismo favorece o consumo de outras drogas, pois buscam efeitos mais intensos como as drogas ilícitas. Essa premissa é confirmada por pesquisas acadêmicas da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizadas no Brasil e em outros países.

Em segunda análise, destaca-se o fator governamental como mais um desafio a ser combatido. Faltam medidas efetivas por parte das autoridades para a mudança desse cenário brasileiro seja alterado. Juntamente ao número de causas de morte relacionadas ao tabaco, estão as doenças cardiovasculares, o câncer de pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Além disso, lesiona também pessoas que compartilham o mesmo ambiente que o usuário, pois o contato com a fumaça expelida também é prejudicial, aos chamados fumantes passivos.

Então, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a intervenção do Estado em união com o Ministério da Saúde, para a construção de clínicas de apoio, através de palestras de ex usuários e aconselhamento médico associado a terapia medicamentosa. Ademais, fica a dever da mídia realizar propagandas, de modo a abordar as consequências do fumo e dependência da nicotina no organismo de quem o consome. Com isso, espera-se reduzir o número da tal prática e o aumento da perspectiva de vida em toda sociedade.