Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2020
Em filmes da Era de Ouro de Hollywood, como “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”, por conta de parcerias com a indústria do cigarro, eram habituais as cenas em que as personagens apareciam fumando, em uma forma de promover e “glamourizar” o uso do produto. Não obstante, o tabaco causa, até os dias atuais, diversos problemas tanto individuais como coletivos, haja visto o prejuízo à saúde pública e à economia nacional, o que revela a necessidade de medidas de fiscalização e de auxílio à população que sofre com o tabagismo.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a dependência causada pela nicotina devido às alterações que produz no sistema nervoso dos usuários, que, apesar de terem ciência dos riscos à própria saúde, como doenças cardiorrespiratórias e diversos tipos de câncer, são incapazes de reduzir ou extinguir o uso. Isso se deve ao fato de que, de forma recorrente, enxergam no cigarro um alívio para os problemas e têm a sensação de prazer ligada aos elementos químicos liberados no cérebro. Pode-se assim, associar a situação dos fumantes à letra do cantor e compositor brasileiro Renato Russo na música “A Montanha Mágica”, que diz que uma substância na qual o cantor era viciado, era o que ele tinha de suave e o fazia tão mal.
Além disso, conforme revelado no documentário “Cigarro do Crime”, o Brasil deixa de arrecadar milhões de reais ao ano por conta do tráfico ilegal de cigarros provenientes do Paraguai, uma vez que esses possuem um custo bastante inferior em relação aos maços legalizados e, por conseguinte, se tornam mais atrativos aos compradores. Destarte, essa atividade criminosa prejudica não só a economia brasileira como também a saúde dos consumidores, dado que os produtos - que, mesmo legalmente, já são nocivos à ela - não passam por nenhum controle de qualidade antes que seus componentes cheguem aos corpos dos usuários.
Portanto, é mister que providências sejam tomadas para amenizar o cenário atual. Dessa forma, a fim de dificultar a ação dos contrabandistas, a Polícia Federal deve reforçar a fiscalização das fronteiras brasileiras, estudando possíveis rotas alternativas do tráfico e instalando mais postos de controle na divisa entre Brasil e Paraguai. Ademais, o Governo Federal deve disponibilizar o dinheiro dos impostos da venda de cigarros ao Ministério da Saúde, para que esse o invista tanto no tratamento de dependentes que querem superar o vício como no daqueles que adquiriram doenças devido ao uso de derivados do tabaco.