Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/08/2020
Consoante aos pensamentos do antropólogo Claude Levi – Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. À vista disso, em 1516, na obra ‘’ Utopia’’, o escritor inglês Thomas More se destacou no campo literário ao narrar uma coletividade coesa e equitativa. Não obstante, no Brasil, percebe-se o contrário, um exemplo são as consequências do tabagismo, que tem como alicerce não somente a concentração de poluentes atmosféricos, mas também o aumento das doenças respiratórias. Nesse ínterim, é fundamental buscar a resolução desse imbróglio.
De início, tem-se a noção que as palavras presentes na bandeira do país- ordem e progresso - retratam os objetivos de uma nação. Por isso, para avançar, é imprescindível que ocorram ações baseadas bem-estar geral. Entretanto, a realidade é justamente o oposto, e o resultado é refletido nos conflitos ocasionados pela negligência social. Conforme infográfico da página ‘’sesifarmacia’’, somente no ano de 2018, aproximadamente 25% das mortes foram causadas por doenças relacionadas ao tabagismo. Por conseguinte, inúmeros são os problemas enfrentados pelo corpo social, haja vista que impõe precárias condições no sistema de saúde – muita das vezes, suscetíveis a superlotação nos hospitais. Dessa forma, é evidenciada uma notória necessidade de medidas para mitigar os efeitos provocados pelo cigarro, com foco em priorizar à saúde.
Ademais, faz-se mister, ainda, salientar que o déficit de políticas públicas é um grande impulsionador da adversidade. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Nesse contexto, com o aumento de fumantes, a sociedade se transformou em um precursor por ineficácia. Outrossim, prejuízos são provocados no meio ambiente. Diante de tal, a situação expõe um lúgubre cenário na pátria, ao qual o ser humano é torpemente responsável, medidas precisam ser tomadas para que haja harmonia social entre a higidez e o senso comum.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Desse modo, é peremptório buscar meios de mitigação desse mal. Para isso, cabe ao Poder Executivo – instituição de alta relevância para o país, em parceria com o Ministério da Saúde, promover o investimento em campanhas informativas que alerte a população sobre os maléficos do tabagismo, no ambiente público e privado, por meio de verbas governamentais, com fito de promover a responsabilidade pela saúde, visando à salubridade. Assim, a partir dessas ações, será possível voltar à Utopia e garantir uma visão inovadora para o nosso cotidiano.