Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/08/2020
É notório a tendência humana de buscar formas de alterar sua consciência, de modo a produzir prazer e modificar seu humor. Nesse contexto, o uso do tabaco se popularizou na sociedade, entretanto, é também responsável por diversos tipos de doenças que podem levar à morte. Assim, o tabagismo se configura como principal problema da saúde pública no Brasil, devido a aceitação social - quando comparado a outros tipos de drogas - e a facilidade com que é obtido.
É relevante abordar, primeiramente, que o uso de derivados do tabaco por pessoas próximas cria a concepção desse ser comum e socialmente aceito. Isso limita a percepção social dos envolvidos, uma vez que, indivíduos quando submetido constantemente aos mesmos estímulos entendem isso como um padrão. Assim, quando pessoas mais suscetíveis - adolescentes de baixa renda - presenciam o uso do cigarro por pais e responsáveis, tem-se a sensação de normalidade, sendo encorajados a utilização. Dessa forma, quanto mais cedo se conhece os efeitos da droga, maiores as chances de dependência e de apresentar problemas de saúde.
Além disso, a falta de fiscalização na venda de cigarros facilita a comercialização. De acordo com os Dados da Vigilância do Tabagismo em Escolares - VIGESCOLA -, 1 a cada 5 jovens entre 13 e 17 anos já experimentou o cigarro ou outro derivado do tabaco, não encontrando dificuldade no ato da compra. Desse modo, verifica-se que o consumo é impulsionado pela facilidade na compra somado a diversidade de oferta de produtos que contém a droga, como, por exemplo, o cigarro eletrônico que atrai cada vez mais jovens. Portanto, o controle das vendas é um instrumento legítimo e necessário para redução do consumo.
Diante dessa realidade, observa-se a necessidade de combate ao uso do tabaco. Para isso, cabe ao Ministério da saúde aliado as entidades de comércio, desenvolverem campanhas de conscientização com a finalidade de emitir alertas para doenças, óbitos e as despesas financeiras decorrentes do uso prolongado dessa substância, bem como os prejuízos da venda ilegal. Esse material poderá ser distribuído de forma livre através de mídias sociais como “WhatsApp” e “Facebook”, para maior alcance. Feito isso, o sistema de saúde consegue diminuir o número de consumidores atuais e futuros, usando a informação como suporte.