Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/08/2020

A obra cinematográfica americana “Sem limites” conta a história de um escritor que vive num ciclo da dependência ao ingerir NZT, uma droga conhecida por liberar todo o potencial de quem a consome, porém essa só o estimula durante poucas horas e desencadeia graves efeitos colaterais, o que faz com que o personagem continue a ingeri-la para suprimir suas consequências. É possível traçar um paralelo entre essa situação enfrentada pelo escritor e a realidade dos brasileiros que consomem tabaco que segundo a Organização Mundial de Saúde, o mesmo é um dos fatores mais determinantes da Carga Global de Doenças no mundo pelo fato de haver nos dois cenários a luta contra um vício em algo que traz um prazer somente momentâneo com repercussões terríveis.

A OMS estima que 40% da população mundial adulta, sejam fumantes e um dos fatores para tal ocorrência pode ser explicado pela dependência causada por uma substância psicoativa presente na fumaça do cigarro chamada nicotina, que libera dopamina, neurotransmissor que causa sensações de prazer, satisfação, melhora da atenção, aprendizado, memória. Outra causa para a popularização dessa droga é a constante glamorização do produto por veículos midiáticos como filmes, propagandas e seriados que o representam como um símbolo de algo descolado sem o devido alerta sobre seus danos.

No período de consumo desses produtos são introduzidas no organismo cerca de 4.720 substâncias tóxicas, como o alcatrão, que é constituído por aproximadamente 60 substâncias cancerígenas, essas substancias são causa de mais de 50 enfermidades, como infecções respiratórias e câncer de pulmão e garganta. Além de prejudicar a saúde de milhares de pessoas o tabagismo também causa danos enormes ao meio ambiente, em relatório da OMS, especialistas estabeleceram que os resíduos de tabaco possuem mais de 7 mil substancias químicas tóxicas que infectam não só a atmosfera, como os solos, mares e rios.

Logo, se faz necessário a busca por soluções adequadas para essa questão. Para esses fins o Ministério da saúde (MS), por meio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), deve organizar palestras que conscientizem e alertem sobre as consequências do consumo de cigarros. Também é necessário a intervenção de veículos midiáticos por intermédio de propagandas e campanhas antitabagismo.