Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/08/2020
Um personagem clássico dos desenhos animados,O Marinheiro Popeye, tinha uma caracterização icônica: forte,saudável e fumante. Durante os episódios, ele sempre aparecia comendo espinafre,o que fazia referência à origem da sua força, mas junto a isso fazia uso de um cachimbo, o que demonstra um combo de comportamentos conflitantes. Desse modo, por muito tempo, a ideia de ser fumante era difundida como algo natural e que não causava danos à saúde. É fato que tal realidade tem mudado, porém essa problemática do tabagismo ainda persiste, e é imprescindível buscar meios para mitigar os problemas causados por tal hábito nocivo.
Em primeira análise,é preciso ressaltar que apesar de muitas informações acerca do tabaco serem transmitidas,percebe-se ainda, que o hábito de fumar vigora entre os brasileiros. De acordo com a OMS, o Brasil ocupa o alarmante oitavo lugar no ranking mundial de fumantes. É evidente que com uma falsa percepção de prazer causada pela nicotina, tais usuários permanecem ignorando os resultados negativos à saúde. Assim, com uso de cigarros tradicionais, eletrônicos e os mais diversos tipos que encontram-se a disposição no mercado, o ciclo vicioso permanece. Essa situação é corroborada com a ideia do poeta Millôr Fernandes que afirma: “O Brasil tem um grande passado pela frente”, uma vez que em pleno Século XXI essa prática antiga é recorrente na sociedade.
Ademais, independente da maneira como o cigarro é utilizado, ele traz grandes prejuízos à saúde, uma vez que pode causar doenças pulmonares,cardíacas, aumentar a pressão arterial, etc.. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pulmão é o segundo mais frequente no Brasil, resultado da exposição repetitiva aos resíduos tóxicos do tabaco. Da mesma maneira, fumantes morrem três vezes mais de doenças cardíacas do que não fumantes. Como resultado, em 2011, o SUS gastou 30% do seu recurso financeiro apenas com doenças relacionadas a esse vício, mostrando que é fundamental reforçar ações que interrompa a permanência desse costume.
Portanto, são necessárias medidas que atenuem a problemática do tabagismo e sua consequência na vida dos brasileiros. Logo, cabe ao Ministério da Saúde propagar de forma contínua nos meio midiáticos o programa já existente que atende aos viciados nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. Tal tratamento oferece gratuitamente remédios,orientações, reuniões em grupo além de psicoterapia para casos mais graves. Bem como, as escolas devem inserir nas práticas pedagógicas, palestras com profissionais da saúde, ex-usuários, pessoas em recuperação, com o intuito de que crianças e jovens desmistifiquem a naturalidade de tal uso e entendam a importância de hábitos saudáveis para uma vida mais longa e produtiva.