Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/08/2020
No início do século XX, Souza Cruz, um imigrante português, colocou em funcionamento a primeira máquina no Brasil a produzir cigarros já enrolados no papel e com o tempo, instalou sua fábrica. Tal fato contribuiu para que o tabaco e o cigarro ficassem mais acessíveis e o consumo não se limitasse à elite. Atualmente, o tabagismo representa um problema social que abrange diversos setores como economia, saúde e meio ambiente. Destarte, é fundamental debater sobre as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
A priori, é necessário ressaltar a lacuna deixada pela falta de medidas públicas eficazes no enfrentamento desse empecilho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças relacionadas ao fumo, como pneumonia, bronquite e câncer, matam mais de cinco milhões de pessoas no mundo por ano. No Brasil, esse número é de duzentas mil mortes anuais. De acordo com um levantamento feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), esses problemas de saúde custam cerca de vinte e um bilhões de reais para os cofres públicos. Portanto, a carência de medidas governamentais eficazes é um fator a ser resolvido no combate à problemática vigente.
Ademais, a forma como as mídias sociais expõem a prática do fumo é algo a ser analisado. Conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer, a idade média de experimentação de tabaco entre os jovens brasileiros é de 16 anos de idade, tanto para meninos quanto para meninas. A forma como cigarros eletrônicos, narguilés, vaporizadores e cigarros comuns são expostos nas redes sociais são suficientes para atrair a curiosidade de jovens, que ao experimentarem se viciam e muitas vezes não conseguem parar.
Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É mestre que Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde, mediante elaboração de centros de apoio, que através de palestras, depoimentos de ex fumantes e aconselhamento médico, atuem a fim de diminuir significantemente o número de usuários, assim podendo reduzir gastos com custeamento do tratamento de doenças causadas por essa prática. Além disso, é necessário que as redes sociais, através de mudanças na politica de uso, combata perfis e postagens que mostrem explicitamente ou façam apologia ao uso de cigarros eletrônicos, narguilés, cigarros comuns e vaporizadores de forma que a curiosidade de consumir essas substâncias não seja despertadas nos jovens. Dessa forma, será possível combater o tabagismo e suas consequências e assim construir uma sociedade mais saudavel.